quinta-feira, 27 de março de 2008

SABER OUSAR


(…) “no momento em que há um compromisso decisivo a Providência também se movimenta. Seja o que for que você possa fazer ou sonhar que pode, comece. A ousadia contém em si genialidade, poder e magia. Comece agora.” W.H. Murray

Do blog Mulheres & Deusas
Imagem: Google

quarta-feira, 26 de março de 2008

Lançamento do vídeo O SEGREDO PARA ALÉM DE O SEGREDO


Quando a Vera me convidou para participar no vídeo “O Segredo para além de “O Segredo”, não podia acreditar que estávamos em Portugal... De repente, senti-me transportada para uma daquelas zonas do mundo onde estas coisas acontecem (os Estados Unidos, normalmente...).

Alguém numa produtora, a Filmes Unimundos, no caso, lera o último livro de Vera Faria Leal, “O Poder do Amor”, e sentira que havia em Portugal um género a inaugurar: os documentários baseados em livros de desenvolvimento pessoal/espiritual, de autores nacionais, feitos com os depoimentos de pessoas como eu e você.

E o facto é que a realização de Lourenço Henriques resultou num trabalho bem feito, cheio de beleza e emoção, ao mesmo tempo que simples, despretensioso e muito inspirador. Inspiradora é sempre também a coragem, a determinação, a força, a ousadia e a qualidade de verdadeira estrela-guia de Vera Faria Leal.

Tanto interesse de um público tão heterogéneo (quase não se cabia ontem na Casa do Marquês, em Algés), e um ambiente tão caloroso, levam-nos a constatar que uma grande revolução nas consciências está já a acontecer. A ideia de que podemos mudar a nossa vida e, juntos, o mundo em que vivemos está-se soltando por aí, graças a livros e a filmes tão inspiradores como este. Por isso nunca achem que este é “mais um que tenta apanhar a boleia de outro”... Este é mais um dos reforços de que uma IDEIA MAGNÍFICA E PODEROSA PRECISA PARA SE TORNAR REALIDADE!

Ver em: www.umavidamelhor.pt

Imagem: Google

segunda-feira, 24 de março de 2008

Lembrar AMNISTIA INTERNACIONAL

Birmânia

Acabo de receber este mail da directora executiva cessante da AI, e resolvi postá-lo por considerar tratar-se de um belo testemunho e por achar que é importante solidarizarmo-nos com uma instituição como esta que, de forma pacífica, vai defendendo pelo mundo a causa dos direitos humanos:

"Caros amigos,

Tinha 16 anos quando entrei num prédio decrépito e subi ao quinto andar, em busca de uma grande organização internacional, chamada Amnistia Internacional. Tinha visto uns concertos e lido umas coisas e, romanticamente, ia preparada para encontrar uma grande organização com dezenas de pessoas, a fervilhar de actividade. Na verdade encontrei um pequeno apartamento, com uma só pessoa, literalmente a cair (havia buracos em todos os cantos da casa), com o chão com uma inclinação tal que as coisas até rebolavam. Pelo menos assim pareceu aos meus olhos. Adorei.

Na verdade, não correspondeu às minhas expectativas, mas só por causa da imagem categorizada, mas em muitas outras áreas superou-as, em muito. Encontrei pessoas dedicadas, que faziam de tudo um pouco para ajudar a AI. Nenhuma tarefa era menor e ninguém era importante demais para fazê-la. O que interessava eram as vítimas, os sobreviventes, aqueles que podiam beneficiar da nossa ajuda. Talvez por isso tenha, sem hesitação, feito todo o tipo de tarefas – desde tirar fotocópias, ir ao correio, acções urgentes, fazer traduções, ser da Direcção, coordenar uma rede de acção, um grupo local, ser directora executiva. De todas encarei do mesmo modo – é o meu contributo para a causa e para aqueles que precisam de alguém que não os deixe cair no esquecimento.

Nestes 17 anos, conheci muitas pessoas e muitas Amnistias – vi uma Amnistia explosiva em apoio de Timor e uma quase letárgica, saudosista da década de noventa. Conheci centenas de pessoas, algumas que ficarão comigo para sempre, e algumas dessas, 17 anos depois, cá continuam a trabalhar.

Tive o privilégio, nestes últimos seis anos, de conhecer a fundo a organização (que nunca tive tempo quando era voluntária), de conhecer muitas centenas mais de activistas, de todo o mundo. Tenho uma colega do Quénia que praticamente só consegue trabalhar sobre mutilação genital feminina, um colega da Tailândia, que já foi torturado e uma colega em Hong Kong, que denuncia as violações de direitos humanos na China. Conheci pessoas que, além de dedicação, precisam de muita coragem para enfrentar os obstáculos e as ameaças diárias.

Conheci também, e esse é um privilégio maior, algumas das pessoas que ajudámos a salvar. Nunca esquecerei o sorriso do Mohammed Nadrani, encarcerado 9 anos em Marrocos, com seis lentilhas, um pão e água como únicos alimentos diários, a dizer que muito tinha aprendido como prisioneiro de consciência. Um homem com uma capacidade emocional como poucos, realçava mais a bondade humana do que a maldade dos seus carcereiros. Com ele aprendi que as vítimas não têm de ser amarguradas.

Trabalhei diariamente com algumas das melhores pessoas que alguma vez conheci, com o coração no lugar certo, e com capacidades muito superiores ao que muitas vezes lhes deram e dão crédito. Fica aqui o seu reconhecimento. Descobri que não faz sentido haver divisões entre profissionais e voluntários – que formam uma equipa imbatível, desde que trabalhem em conjunto.

Descobri também que a Amnistia é como um filho, a quem nunca queremos largar a mão, mesmo quando já está crescido demais. Por isso opto por largá-la agora e deixar outros a ajudar amadurecer o filho a quem ajudei também (pelo menos gosto de pensar que sim) a crescer.

Terei saudades de muitos de vós, mas é altura de partir para novos desafios profissionais e deixar vir novas pessoas, com um pensamento fresco sobre aquilo que já repensei demais. Aproveito esta transição para que se possa trazer novas perspectivas, novas ideias e novas acções, o que só poderá beneficiar a Amnistia. E é isso que quero acima de tudo.

Fico em funções até ao dia 30 de Abril. Espero poder despedir-me de alguns de vós, presencialmente, na Assembleia de 29 de Março. Membro serei sempre.

Um abraço amigo"


Cláudia Pedra
Directora Executiva/ Executive Director
Amnistia Internacional Portugal
Tel: (+351) 21 386 16 52
Fax:(+351) 21 386 17 82
e-mail: c.pedra@amnistia-internacional.pt

Em busca da Mulher Absoluta

Trabalho de Rosa Leonor (Mulheres & Deusas) publicado no blog Absoluta.

quinta-feira, 13 de março de 2008

DVD O SEGREDO PARA ALÉM DE "O SEGREDO"

No próximo dia 25 de Março, será lançado o DVD

O Segredo para além de "O Segredo"

"O DVD é baseado no livro O PODER DO AMOR de Vera Faria Leal. Este DVD fala-nos sobre as várias leis universais que importa conhecer se queremos fazer da nossa vida um caminho de plenitude, paz interior, abundância e realização. "Conhece a Lei e sê livre" dizem os mestres.

A Lei da Atracção ensina-nos que somos co-criadores das nossas experiências pois, assim como pensamos e acreditamos, assim vivemos. Quando reconhecemos que somos os guionistas, os actores e os realizadores do filme da nossa própria vida podemos começar a materializar as mudanças que desejamos utilizando novos pensamentos, novas e mais positivas crenças, alinhadas com uma nova harmonia interior. A partir desta lei, descobrimos importantes chaves para renovar os nossos relacionamentos.

A Lei de causa e efeito refere que colhemos aquilo que semeámos afirmando que o único momento onde podemos renovar o futuro, é o presente.

A lei da Unidade revela-nos que partilhamos todos da mesma essência e que, quanto mais nos aceitamos como um todo, mais inteiros ficamos e logo, mais saudáveis, realizados e plenos.


O conhecimento das Leis universais é a chave para a sabedoria e o poder interior. Neste DVD abordam-se os aspectos mais importantes do verdadeiro poder. O poder interior que, por definição, não depende de circunstâncias externas: só este poder é fonte de força interior, reservatório de esperança e de criatividade.

O poder interior começa com a auto estima que fornece o combustível emocional para perseguirmos os nosso sonhos. Neste DVD ensinam-se técnicas e exercícios para fomentar a auto-confiança e para estimular as pessoas a desenvolverem todo o seu potencial.

As dificuldades emocionais, relacionais e familiares afectam inúmeras pessoas sabotando a sua capacidade de ser felizes. A raiz dos nossos padrões emocionais estão na infância e neste DVD aprendemos sobre o conceito de CRIANÇA INTERIOR, que são registos emocionais que nos acompanham toda a vida e que as mais das vezes inconscientemente, condicionam para o melhor ou pior a nossa felicidade. Aprendemos a descobri-la, dar-lhe validade e evoluir com ela na redescoberta da nossa autenticidade, alegria de viver e capacidade de amar.

O segredo para além do segredo está em compreender basicamente o seguinte:

- Que não nos basta desejarmos coisas: precisamos tornar-nos na pessoa que gostaríamos de ser, assumindo cada vez mais as nossas qualidades para vivermos versões excelentes de nós mesmos.

- Que, se queremos mudar as nossa vida, temos que expandir a nossa consciência de quem somos ou seja, deixar de nos identificar com a carência, com o vazio, com as limitações e identificarmo-nos cada vez mais com a essência criadora imutável e una.

- Que o segredo da vida, não está em lutar ou desejar, mas em SER a pessoa que nascemos para-vir-a-ser, sem medo de irradiarmos a nossa Luz!

- O segredo para além do segredo, é na verdade, o poder do Amor Universal em acção através da vida de cada um de nós.

Os testemunhos do DVD ilustram a forma como a nossa vida muda realmente, quando aplicamos estes princípios e aprendemos a viver de acordo com as Leis universais: quando assim é, as portas começam a abrir-se, a vida ganha novo sentido, as sincronicidades sucedem-se para nos indicarem o caminho e os milagres, as novas possibilidades, tornam-se uma forma de vida."

domingo, 9 de março de 2008

Eco-feminismo


O Despertar da Deusa

A Planeta na Web entrevistou May East numa das suas curtas passagens por São Paulo. Ela falou da Fundação Findhorn e explicou porque é que o resgate do feminino é tão importante para o futuro do planeta

(...)

Planeta na web - Como é que traz esses ensinamentos do eco-feminismo para o Brasil?

May - A reconsagração do ventre, por exemplo, que é um dos trabalhos que faço aqui, é de profunda intimidade da mulher consigo mesmo, de resgate da sua conexão com o seu ventre, o seu cálice de luz, o seu centro de gravidade - mas ao mesmo tempo é um trabalho profundamente politizado. Historicamente há as feministas políticas, que representam o yang do yin dos anos 50 e 60, que queimavam os sutiãs na praça publica, Depois temos essas mulheres que vieram nutrindo a chama do que era ser mulher em sociedades secretas, muito preocupadas em serem interpretadas como mulheres que estão fazendo bruxaria. Essas duas vertentes da reemergência do feminino do século 20 muitas vezes fluíram em oposição. As feministas políticas olhando para as mulheres do retorno da deusa dizendo "essas mulheres estão num exercício narcisista, não estão conseguindo articular esse corpo de valores na sociedade e mudá-la", e as mulheres do retorno da deusa sem poder para realmente fazer essa articulação, essa tecedura, do mistério do feminino na realidade - nem mesmo de passar para os seus filhos homens e mulheres. Então aconteceu foi o encontro de Beijing, na China, há quatro anos. Foi um encontro histórico para a reemergência da

mulher, porque lá estavam as feministas políticas e as mulheres do retorno da deusa, e elas perceberam que tinham que entrar em diálogo e começar a trocar. Foi aí que o eco-feminismo assentou na consciência das mulheres. As feministas perceberam que se continuassem com a sua ação política mas ao mesmo tempo estivessem ancoradas, enraizadas nos mistérios do que é ser mulher, elas seriam mais eficientes agentes da transformação. E as mulheres do retorno da deusa perceberam que não há mais tempo mesmo de ficar relembrando o passado, nós temos que mudar o hoje para garantir o futuro das próximas gerações. É fantástico, é um privilégio estar encarnada como mulher nesse momento e poder fazer esse resgate de si própria, passar para as filhas... Eu sou apaixonada pelo que eu faço.

Planeta na web - E os homens, como ficam nessa história?

May - Quando encontrei o Craig, ele há muitos anos trabalhava com o movimento de homens. Percebemos nesse encontro que o mais fácil mesmo era polarizar, as mulheres ficarem celebrando o passado, inaugurando o presente e sonhando o futuro, e os homens buscando essa nova identidade do masculino. Então fomos treinados num método chamado de Reconciliação entre o Feminino e o Masculino. O crucial para a questão do masculino e do feminino é o entendimento. Existe uma série de métodos para que a gente saia da comunicação defensiva entre homem e mulher, onde só ouvimos aquilo que é necessário para empilhar munições para ganhar no duelo de quem tem a verdade mais forte ou melhor articulada. Nós percebemos que, ao longo dos séculos, o que era ser mulher e ser homem era segredo dos respectivos clans, e começámos tentar explorar um novo caminho: uma vez que já resgatámos o feminino, convidar os homens a visitar, em termos simbólicos, e serem introduzidos ao que é ser mulher - e vice-versa.

(...)

Adaptado

Em: http://www.terra.com.br/planetanaweb/flash/reconectando/agrandeteia/may4.htm

Imagem: shop1.actinicexpress.co.uk

A magia de Findhorn


"Uma pequena gruta à beira- mar, no litoral da Escócia. Um grupo de mulheres limpa o local. Não são irmãs, nem amigas nem tampouco colegas de trabalho. Na verdade, algumas mal se conhecem. Mas neste momento estão todas unidas, como se formassem uma só família. Sua intenção é realizar um ritual que valorize a energia feminina. A caverna representa o útero. A limpeza, a purificação. Unidas, trabalham concentradas na simbologia de seus atos. Depois farão outros rituais, acenderão velas, transformarão este lugar mítico numa representação de si próprias. Estão em busca de autoconhecimento, de contato com a espiritualidade, da Grande Deusa. Mas, para Olga Cristina Amato Balian, uma brasileira que integra o grupo de 18 pessoas, a cerimônia tem também o sabor de celebração. Marca um ciclo de sete anos de mudanças em sua vida. Um período iniciado, quem diria, por uma garrafa térmica de café." (...)

Ler mais em http://estilonatural.uol.com.br/Edicoes/49/artigo63263-1.asp

O FEMININO REENCONTADO


Aconteceu ontem, no magnífico cenário da Galeria Art For All, de Mariana Inverno, em Cascais, o 2º dos Encontros no Feminino, desta vez com Nathalie Durel Lima, psicoterapeuta junguiana e autora do livro “O Feminino Reencontrado”, falando-nos dos arquétipos das deusas gregas e do seu papel na psique feminina.

Também Rosa Leonor Pedro nos falou da questão em que tem centrado todo o seu trabalho e que é a grande divisão que, na nossa cultura latina, a igreja católica terá promovido no íntimo da mulher ao cindir o feminino nas duas partes antagónicas, a virgem e a pecadora, Maria e Madalena. Esta grande cisão interior, que depois se projecta para o exterior, como é óbvio, e que se traduz na clássica rivalidade entre as mulheres, terá sido o golpe definitivo que o patriarcado desferiu sobre as mulheres e o poder feminino.

Nos arquétipos das deusas, este antagonismo traduz-se pela relação conflituosa entre Hera (a esposa) e Afrodite (a amante), como referiu Nathalie Durel, o que nos leva a concluir que a igreja mais não fez que sancionar e actualizar um princípio já existente na cultura patriarcal anterior. Bom, este “a igreja mais não fez” não é bem assim, porque ela já fez muito: para além de ter caluniado por séculos e séculos a companheira de Jesus, Maria Madalena, os seus princípios baseavam-se na doutrina de Cristo que era de inclusão e nunca de divisão e exclusão...

Rosa Leonor dirá depois o que acha desta conclusão...

Seja como for, esta cisão é uma realidade inegável que apenas tem servido para alimentar o sistema patriarcal e, concordo com esta autora, unir dentro de nós estas duas mulheres é indispensável e urgente.

Comemorar assim o 8 de Março, num círculo tão bonito de mulheres e num espaço dedicado à arte tão inspirador, é mais do que se pode pedir à vida... Obrigada a todas.

P.S. Na galeria, onde a pintura maravilhosa nos permite uma autêntica elevação de consciência, há ainda a Livraria Spirit, também on-line, recheada com uma extensa colecção de livros sobre o feminino, entre outros temas, obras que por vezes temos dificuldade em encontrar noutros locais.