segunda-feira, 10 de setembro de 2007

NOVOS LIVROS E ACTIVIDADES

Chamo a vossa atenção para "NOVIDADES"!

AS DEUSAS EM CADA MULHER

HÉSTIA, divindade grega do Lar, filha de Crono e de Reia; a VESTA dos Latinos (Lello Universal)
Imagem Google

“Não tardei a ver “Deusas em Cada Mulher”. Descobri que o facto de saber que “deusa” estava presente aprofundava os meus conhecimentos acerca das ocorrências de todos os dias, bem como acerca dos acontecimentos mais dramáticos. Por exemplo: que deusa podia estar a revelar a sua influência numa mulher que cozinha e executa trabalhos domésticos?

Apercebi-me da existência de um teste simples: quando o marido está ausente durante uma semana, o que faz a mulher em termos de comida e o que acontece à casa? Quando uma mulher Hera (abreviatura de “essa deusa é a influência dominante”) ou uma mulher Afrodite comem sozinhas, é uma tristeza e uma desolação: talvez queijo fresco comido da embalagem. Quando qualquer delas está sozinha, serve-lhes seja o que for que haja no frigorífico ou no armário, contrastando vincadamente com as refeições elaboradas e deliciosas, se o marido está em casa. Cozinha para ele. Faz aquilo de que ele gosta, evidentemente, em vez daquilo que ela prefere, porque é uma boa esposa que fornece boas refeições (Hera), porque a sua natureza a leva a cuidar dele (Deméter), porque faz o que lhe agrada a ele (Perséfona), ou porque procura atraí-lo (Afrodite). Porém, se Héstia for a deusa que a influencia, a mulher põe a mesa e arranja uma boa refeição para si própria, quando está sozinha. E a casa estará arrumada como é habitual. A motivação para o trabalho doméstico nas outras deusas é muito provavelmente negligenciada durante a ausência do marido, até uns dias antes do seu regresso. Uma mulher Héstia arranjará flores que nunca serão vistas pelo homem ausente. O apartamento ou a casa dela será sempre um lar, porque vive lá e não porque o prepare para outra pessoa.

A seguir vem a pergunta: “Será que outras pessoas também acham útil e eficaz esta maneira de conhecer a psicologia da mulher por intermédio dos mitos?” A resposta surgiu quando realizei conferências sobre “As Deusas em Cada Mulher”. Os ouvintes ficavam entusiasmados, intrigados e excitados com a ideia de usar a mitologia como uma ferramenta de conhecimento. Era uma maneira de as pessoas compreenderem as mulheres, uma maneira que as tocava emocionalmente. Quando apresentava estes mitos, as pessoas viam, sentiam e escutavam aquilo de que estava a falar; quando os interpretava, reagiam com “Ah!”. Tanto os homens como as mulheres, apreendiam o significado dos mitos como uma verdade pessoal, verificando qualquer coisa que já sabiam e da qual se apercebiam nesse momento.”

Jean Shinoda Bolen, As Deusas em Cada Mulher, Planeta Editora
(Da mesma autora e editora existe também Os Deuses em Cada Homem)