sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O AMOR DOS AMIGOS, DIGO, DAS AMIGAS E DOS AMIGOS...

( Em particular aos Cavaleiros e à nossa tapeçaria inacabada...)

" Conversávamos e ríamos, éramos amáveis uns com os outros; líamos em conjunto livros bem escritos; gracejávamos; respeitávamo-nos mutuamente; discordávamos de tempos a tempos sem animosidade, como um homem discorda de si mesmo. Mas através dessa rara diferença de opinião consolidava-se a harmonia. Ensinávamos e aprendíamos uns com os outros. Sentíamos saudades dos ausentes e acolhíamo-los com alegria quando regressavam. Com estes e outros sinais semelhantes, o amor dos amigos pode passar de coração em coração através da expressão do rosto, olhares e mil gestos de amizade. São como faíscas que incendeiam a nossa alma e fundem o múltiplo num só."
in "Confissões de Santo Agostinho"
imagem: www.duchessedulac.com


No Blog Mulheres & Deusas, este post mereceu o seguinte comentário:

"Enquanto Santo Agostinho se confessa assim com os homens, em amor, harmonia e graças, vê as mulheres sem alma e trata-as como inimigas do HOMEM e da IGREJA, tendo contribuído e muito para o desenvolvimento da "caça às bruxas". Muitos dos demonólogos que escreveram leis que aplicaram na tortura IMPLACÁVEL e queima das bruxas - qualquer mulher livre e independente ou mais ousada -
- basearam-se em Santo Agostinho. É um dos "santos" da Igreja porventura o mais misógino e mais acérrimo defensor da inferioridade e da culpa da mulher...
(...) Penso que a linguagem no masculino origina estes equívocos e este é um dos riscos que as mulheres correm através da espiritualidade católica, que é, ao julgarem-se incluídas, esquecerem que os seus santos falam só de homens e para homens ... enquanto odeiam as mulheres e as colocaram na situação tremenda de alienação e medo em que ainda hoje se encontram..."



Agradeço ao Universo por, enquanto mulher, já ter conquistado o pleno direito de participar de grupos deste tipo...