quinta-feira, 2 de agosto de 2007

A Importância do contacto Físico na Análise Transaccional










Retirei esta maravilhosa imagem daqui!



No seu comentário, Perplexo remetia-nos para um tipo de terapia designada por Análise Transaccional. Ao pesquisar no endereço que forneceu (não foi muito fácil, devo dizer...), encontrei este texto com um título muito sugestivo, cujo conteúdo não diz propriamente nada de muito novo, mas que vem acompanhado de "provas científicas" bastante curiosas (caso da "coincidência" entre a inscrição à entrada da maternidade e a elevada taxa de mortalidade aí registada).

É sempre bom relembrar estas terapias ao alcance de todos nós, sem custos acrescidos.

CARÍCIAS

Um dos mais importantes instrumentos de Análise Transaccional

A Análise Transaccional é uma das poucas abordagens da psicologia que fala de maneira científica sobre o amor. As carícias são os instrumentos mais importantes para se modificar o comportamento, onde segundo Perls, usamos apenas 10% de nossa capacidade de dar afecto.
"Carícias são estímulos sociais dirigidos de um ser vivo a outro, o qual, por sua vez, reconhece a existência daquele." (Kertész)
O ser humano tem necessidade de carícias assim como tem necessidade de alimento. Isso pode ser observado nos bebés, muitas pesquisas já provaram que o contacto físico dos bebés com a mãe ou com quem os alimenta é de importância vital para sua sobrevivência. Neste ponto Berne tem grande influência da psicanálise, quando refere o contacto físico dos bebés com as suas mães como algo prazeiroso, algo semelhante ao prazer sexual sugerido por Freud.
Berne sugere quatro "fomes" vitais:

  • Fome de estímulo: De onde provêm os estímulos sensoriais da visão, da audição, do tacto, olfacto e paladar.
  • Fome de reconhecimento: Onde os actos ou palavras são estímulos especiais para o comportamento.
  • Fome de contacto: Nesta categoria encontra-se a carícia física propriamente dita, não necessariamente apenas aquelas agradáveis, mas também a própria dor é considerada uma fome de contacto.
  • Fome sexual: De onde se podem saciar todas as outras fomes.

Um famoso estudo de Levine, em creches, mostra-nos a necessidade vital dos estímulos em crianças, onde foi observado uma grande taxa de mortalidade numa creche, que mereceu atenção especial. Na fachada da instituição encontrava-se a seguinte inscrição:
"Crianças são como flores, servem para serem admiradas e não tocadas."
A alta mortalidade foi atribuída à ausência quase total de toques, ou carícias nos bebés. Eles eram bem alimentados, bem tratados e cuidadosamente limpos, porém, privados de carícias, morriam.
Outro estudo, feito por Harlow, no seu laboratório experimental, mostrou a importância do contacto físico para o apego: macacos separados das mães ao nascer eram colocados em mães substitutas feitas de arames. Uma das mães foi coberta com um tecido felpudo e macio. O alimento era colocado na mãe de arame sem o tecido. A grande maioria dos macacos, alimentava-se na mãe de arame e, saciada a fome, corriam para a mãe felpuda, passando com ela a maior parte do tempo, mostrando assim que o contacto físico superava a própria fonte de alimentação, o apego era maior com a mãe adoptiva que lhes dava carícias que com a mãe adoptiva que lhes dava o alimento.
Para Berne ficou clara a importância do contacto físico, e que o estímulo é a "unidade básica da acção social", sendo tão importante para a sobrevivência do ser humano como o alimento e o ar que se respira.