domingo, 30 de dezembro de 2007

PARA ENTRAR BEM NO NOVO ANO

Deusa da Fortuna


O momento mais marcante do ano para nós é o dia do nosso aniversário, porque, segundo os pressupostos da Astrologia, atingimos nesse momento um novo e mais elevado grau de consciência. Apesar disso, o início de um novo ano, a 1 de Janeiro, não deixa de ser um momento importante. De resto, podemos transformar qualquer efeméride num marco poderoso, desde que lhe atribuamos um significado especial...

Como se trata de uma celebração colectiva, então aproveitemo-la bem, porque a energia grupal é forte neste momento.

Desejarmos saúde, bem-estar, muita abundância, sucesso e tudo o mais é bom, mas convém fazermos também algum trabalho de casa, tomarmos algumas iniciativas concretas nesse sentido.

A minha sugestão é de que façamos primeiro um balanço do ano que agora termina, colocando-nos algumas questões como:

  • Em que áreas da minha vida me senti crescer como pessoa?
  • Quais foram os meus principais sucessos?
  • Quais os talentos que mais desenvolvi?
  • Quais foram as maiores bênçãos que recebi?

Todos os autores de auto-ajuda nos repetem que reconhecermos o que já temos na nossa vida e agradecermos constantemente por isso é fundamental, pois a emoção (a chave de tudo...) é muito positiva nesse momento; sentimo-nos abençoados, abonados, merecedores, e é essa a vibração que nos fará atrair coisas boas para a nossa vida...

É importante focarmo-nos nos aspectos positivos, pela mesma razão.

Mas podemos também pesquisar outros aspectos:

  • O que é que eu queria muito e não consegui?
  • Quais as principais crenças limitadoras que tenho sobre mim?

Em seguida, há que transformar as crenças limitadoras em afirmações positivas.

É bom verificarmos também se os objectivos que não conseguimos alcançar ainda fazem sentido para nós, pois é possível que tal já não aconteça exactamente...

De resto, descobrir crenças limitadoras é uma tarefa e tanto, já que normalmente são bem numerosas e dão algum trabalho a detectar (isto pode bem ser também outra crença limitadora...)

Bom momento também para realizarmos o nosso

MAPA DO TESOURO

(segundo nos explica SHAKTI GAWAIN, em VISUALIZAÇÃO CRIATIVA, da Pergaminho.)

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UM PRESENTE PARA OS MEUS VISITANTES:

Um site de Astrologia e não só onde até podemos fazer o nosso MAPA DO TESOURO!








domingo, 23 de dezembro de 2007

Ah, o Natal...


Acabei de almoçar. É véspera de Natal. Oiço Pavarotti e penso em começar a preparar o bacalhau com broa.
Adoro esta época. Pela intimidade, pela magia, pelo amor dos amigos e das amigas, da família. A fraternidade, o espírito dessa Cidade de Luz de que falava Eileen Cady na sua mensagem para hoje, 23 de Dezembro* estão tão próximos neste tempo...
Pavarotti falará por certo de Anjos, do Menino Jesus e do seu Pai; de como um Deus se fez Homem... Vou a outras tradições procurar vestígios de uma Menina e da sua Mãe... O que mudaria se tivéssemos uma Menina e a sua Mãe?...
É possível que algum dos canais transmita por estes dias um filme inspirado. Recordo o ano em que vi, em êxtase, "As Brumas de Avalon". Parece que brevemente passará "O Mundo Encantado de Beatrix Potter". Maravilhoso por todas as razões e mais algumas... Um dos filmes da minha vida.
Relembro também a mensagem que recebi da Vera Faria. Tão inspirada. Com pequenos vídeos para a Criança, a Adolescente e a Anciã Interiores. Vídeos que eu ainda não sei postar aqui...
Um destes dias farei o meu Mapa do Tesouro para 2008. Manter a frequência da Luz, do Amor, é fácil sob este coro dos Anjos...

*"Abrindo Portas que Há em Nós"
Imagem: www.homemsonhador.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Lembrar Kalil Gibran


Amai-vos...

Amai-vos um ao outro,

mas não façais do amor um grilhão.

Que haja, antes, um mar ondulante

entre as praias da vossa alma.

Enchei a taça um do outro,

mas não bebais da mesma taça.

Dai do vosso pão um ao outro,

mas não comais do mesmo pedaço.

Cantai e dançai juntos,

e sede alegres,

mas deixai

cada um de vós estar sozinho.

Assim como as cordas da lira

são separadas e,
no entanto,

vibram na mesma harmonia.

Dai o vosso coração,

mas não o confieis à guarda um do outro.

Pois somente a mão da Vida

pode conter o vosso coração.

E vivei juntos,

mas não vos aconchegueis demasiadamente.

Pois as colunas do templo

erguem-se separadamente

E o carvalho e o cipreste

não crescem à sombra um do outro.

Gibran Kahlil Gibran (poeta e pintor que nasceu em 1883, no Líbano, e faleceu em 1931, nos Estados-Unidos, país onde viveu grande parte da sua vida. A sua obra mais conhecida é a compilação de poemas O PROFETA)

Imagem: Imagem: criss.site.voila.fr/terragen/meditation.jpg



segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A AGENDA DO EU

Acabo de chegar da Casa Fernando Pessoa, onde Pedro Sena-Lino, da Companhia do Eu, nos presenteou com uma aula livre de Escrita Criativa, aproveitando para apresentar a deliciosa AGENDA DO EU, que acaba de ser lançada para o próximo ano. Inclui textos e desenhos dos seus alunos, poemas de autores conhecidos e dele próprio e ainda efemérides de escritores e de outros criadores famosos. O meu é o texto do mês de Agosto, A Fita de Cetim.
Simples, relativamente pequenina, a AGENDA DO EU está linda, delicada e é um mimo que o Pedro nos fez a todos. Bem-haja e parabéns pela ideia e pela sua capacidade de concretizar projectos!
Já noutro post tive ocasião de referir esta excelente escola de escrita e o seu dinamizador, Pedro Sena-Lino, uma pessoa por quem tenho um carinho muito especial.
"Escrever é abençoar uma vida que não foi abençoada". É também uma excelente terapia, entre outras coisas, porque nos permite ter VOZ. E sem voz não podemos verdadeiramente dizer que existimos...

Já agora, uma palavrinha também sobre a minha primeira formadora de Escrita Criativa, a Conceição Garcia, formadora do Nextart e do Estúdio SerArte, com quem aprendi e me diverti imenso, e que também é uma excelente formadora.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Fazer o Impossível


"Comece por fazer o necessário, depois o que é possível; de repente estará fazendo o impossível."
S. Francisco de Assis

Imagem: criss.site.voila.fr/terragen/meditation.jpg

EDUCAR PARA A PAZ

Texto retirado do blog: http://shekynah.blog.uol.com.br/

“Não se pode falar de educar para a paz se, em primeiro lugar, não se favorecer a análise da realidade. Abrir os olhos, ser capaz de reconhecer as contradições do mundo em que vivemos, é fundamental. Uma educação para a paz não pode ser um processo que leva, de alguma forma, a velar a realidade, a calar as diferentes vozes, particularmente as dos excluídos, a não enfrentar a desigualdade e a exclusão crescentes na nossa sociedade. O primeiro passo para uma educação para a paz é andar com os olhos abertos, não se negar a enfrentar a realidade por mais dura e desconcertante que seja e não querer “ proteger” as crianças e adolescentes da dimensão dura da vida. No entanto, não basta ser capaz de ver, analisar, conhecer, é necessário também se situar diante desta realidade, compreender os mecanismos que perpetuam a exclusão e as desigualdades e produzem violência., assim como os esforços de tantas pessoas, grupos, organizações para criar uma realidade diferente.

A paz não pode ser construída como um elemento isolado. É indissociável da justiça e da solidariedade. Paz, justiça e solidariedade constituem um conjunto e não se pode separar qualquer destes elementos dos demais. Querer a paz exige favorecer a justiça e construir solidariedade. A paz é um produto que se constrói com estes diferentes componentes. Não é somente uma meta a ser alcançada. É também um processo, um caminho. Neste sentido, é importante radicalizar a capacidade de diálogo e de negociação. Não construiremos a paz se não nos desarmarmos das nossas armas materiais, mas também se não desamarmos nossos espíritos, nossos sentimentos, tudo o que há em nós de negação do outro, de não reconhecimento, de prepotência, de exclusão dos “diferentes”. Para educar para a paz é fundamental desenvolver a capacidade de diálogo e de negociação sem limites. Sempre é possível conversar, expressar a sua palavra, resgatar o melhor de nossas experiências, ressituar as questões, construir plataformas de negociação no plano interpessoal, grupal e social. Trata-se de trabalhar muito a capacidade de escuta do outro, de deixar-se afetar, de repensar as próprias convicções, ideias, sentimentos, de desenvolver a capacidade de negociação, básica para construir com outros, conjuntamente. Em sociedades e culturas autoritárias como a nossa esta é uma dimensão fundamental.

A cultura da violência está cada vez mais presente nos diferentes ambientes sociais, da família ao Estado. A escola não está imune a esta dinâmica. A solução para esta problemática é, em geral, buscada acentuando-se as políticas de segurança. As situações passam a ser exclusivamente uma questão de segurança, de responsabilidade da polícia. Mais polícia nas ruas e nas escolas, mais repressão e punição, mais controle. É reforçada a lógica da contraposição de forças, o que é antagónico a uma cultura de paz. Uma educação para a paz procura desenvolver uma cultura dos direitos humanos, que passa pelo reconhecimento da dignidade de cada pessoa, pelo resgate da memória histórica, por nomear os mecanismos que favorecem em cada um de nós e no corpo social as reações violentas, pela expressão de sonhos partilhados, pela construção de um horizonte comum de vida e de sociedade que assuma a diferença positivamente.

No seminário promovido em Novembro de 1999 pelo Instituto Interamericano de Direitos Humanos (IIDH) da Costa Rica, sobre a Educação em Direitos Humanos na década de 90 no continente latino-americano, se afirmou que hoje era importante reforçar três dimensões da educação em Direitos Humanos. A primeira diz respeito à formação de sujeitos de direito. A maior parte dos cidadãos latino-americanos temos pouca consciência de que somos sujeitos de direito. Outro elemento fundamental na educação de Direitos Humanos é favorecer o processo de "empoderamento" (“empowermwnt”) principalmente orientado aos atores sociais que historicamente tiveram menos poder na sociedade, ou seja menos capacidade de influir nas decisões e nos processos coletivos. O "empoderamento" começa por libertar a possibilidade, o poder, a potência que cada pessoa tem para que ela possa ser sujeito da sua vida e ator social. O "empoderamento" tem também uma dimensão coletiva, trabalha com grupos sociais minoritários, discriminados, marginalizados, etc, favorecendo a sua organização e participação ativa na sociedade civil. O terceiro elemento diz respeito aos processos de mudança, de transformação necessários para a construção de sociedades verdadeiramente democráticas e humanas. Um dos componentes fundamentais destes processos relaciona-se com "educar para o nunca mais", para resgatar a memória histórica, romper com a cultura do silêncio e da impunidade que ainda está muito presente nos nossos países. Somente assim é possível construir a identidade de um povo, na pluralidade de suas etnias, e culturas. Estes componentes, formar sujeitos de direito, favorecer processos de empoderamento e educar para o “nunca mais”, constituem hoje o horizonte de sentido da educação em Direitos Humanos.

Uma quarta característica da educação para a paz é o

Não querer uniformizar, não querer que todos pensem da mesma maneira, nem atuem do mesmo modo. Supõe manejar a pluralidade e a diferença. Romper com o etnocentrismo, não hierarquizar os “outros”, pessoas, grupos sociais ou culturas, como inferiores ou superiores a mim, ao meu grupo ou cultura. Procura reconhecer a contribuição de cada um a partir da diferença. Uma educação para a paz supõe uma educação para o reconhecimento da pluralidade e da diferença, exige uma educação intercultural, que promova o diálogo entre diferentes grupos e culturas.

A paz é uma aspiração humana profunda. Todos queremos a paz. Connosco mesmo e com os demais. A paz social e a paz na dimensão planetária. Aspiramos a um amadurecimento humano pleno que não esteja bloqueado pelo medo, a insegurança, a falta de confiança nos demais, por sentir-se excluído, pela falta de autoestima e pelas diferentes formas de violência. A educação para a paz supõe libertar o dinamismo profundo de crescimento de cada pessoa e de cada grupo humano, indispensável para se assumir a vida como uma aventura positiva, para enfrentar riscos e empenhar-se em construir com outros novas possibilidades de futuro. A sociedade nova que sonhamos exige atores sociais comprometidos, processos coerentes com o que se pretende alcançar, que enfatizem métodos pacíficos e não violentos – a paz é processo e produto.

A paz é um modo de viver o humano, de enfrentar os problemas e conflitos, de promover uma maneira não violenta de lutar pelos direitos humanos, capaz de reconhecer o outro e de realizar ações e processos coletivos. A paz é responsabilidade de todos: Governo e sociedade civil. Homens e mulheres. Crianças, adultos e idosos. Afrodescendentes, indígenas, brancos, mestiços, etc. Todos temos que expressar a nossa voz. Somente na sinfonia de diferentes vozes podemos construir a paz."

Texto: Vera Maria Candau
http://www.dhnet.org.br/direitos/bib

Imagem: flainandonaweb.blogspot.com