terça-feira, 27 de novembro de 2007

RELAÇÃO MENTE - CORPO



“Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar a nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!


As nossas células estão constantemente a bisbilhotar os nossos pensamentos e sendo modificadas por eles. Um surto de depressão pode arrasar o nosso sistema imunológico; apaixonarmo-nos, pelo contrário, pode fortificá-lo tremendamente.

A alegria e a realização mantêm-nos saudáveis e prolongam a nossa vida.

A recordação de uma situação stressante, que não passa de um fio de pensamento, liberta o mesmo fluxo de hormonas destrutivas que o stresse.

As nossas células estão constantemente a processar as experiências e a metabolizá-las de acordo com os nossos pontos de vista pessoais.

Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento.

Transformamo-nos na própria interpretação quando a interiorizamos.

Quando estamos deprimidos por causa da perda de um emprego, projectamos tristeza para todas as partes do nosso corpo.
A produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormonas baixa, o ciclo do sono é interrompido, receptores neuropeptídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até as nossas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lágrimas de alegria.

Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando encontramos uma nova posição.

Isto reforça a grande necessidade de usarmos a nossa consciência para criarmos os corpos que realmente desejamos.

A ansiedade por causa de um exame acaba por passar, assim como a depressão causada por um emprego perdido.

O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido cada dia.

Shakespeare não estava a usar linguagem metafórica quando Próspero disse:
"Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos".
Quer saber como está o seu corpo hoje? Lembre-se dos seus pensamentos de ontem.
Quer saber como estará o seu corpo amanhã? Observe os seus pensamentos de hoje!
"Ou nós abrimos o nosso coração ou algum cardiologista o fará por nós!"

Autor: Deepak Chopra

Livro: CORPO SEM IDADE...MENTE SEM FRONTEIRAS

http://shekynah.blog.uol.com.br/ (adaptado)

Imagem: www.impulshotel.com/images/pic_meditation.jpg

sábado, 24 de novembro de 2007

OUVIR O CORAÇÃO


Pensamento para este dia, 24 de Novembro, de Eileen Cady, no seu livro Abrindo Portas que Há em Nós:

"Pelos seus frutos os reconhecereis", quer sejam por Mim ou contra Mim, quer sejam de luz ou de trevas. Abre os teus olhos e saberás sem qualquer incerteza. Interioriza-te e o teu coração te responderá. Faz a tua própria avaliação e não oiças tudo o que vem do exterior; pois, se escutares os numerosos sussurros e rumores externos, encontrar-te-ás numa tal encruzilhada que não saberás mais o que é verdade e o que não é, e perderás o teu rumo.
Todas as pessoas podem encontrar a verdade interiormente; isso quer dizer que devem aproveitar para se interiorizar. Devem pensar por si mesmas e encontrar o seu caminho, mas muitas são demasiado preguiçosas para isso. Elas acham mais fácil ouvir o que os outros têm para dizer e aceitá-lo, sem nisso terem que pensar. Tranquiliza-te e encontrarás a verdade que te libertará."
Imagem: www.anjodeluz.com.br

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Saber estar sozinho

Acabo de receber da ISABEL REFACHO:

Sobre Estar Sozinho

Dr. Flávio Gikovate

Não é apenas o avanço

tecnológico que marcou o início deste milénio. As relações afectivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.


A ideia de uma pessoa ser o remédio para a nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fracção e precisamos de encontrar a nossa outra metade para nos sentirmos completos.


Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher; ela abandona as suas características, para se amalgamar ao projecto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria.

Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão a perder o pavor de ficar sozinhas, e a aprender a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fracção, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fracção. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de se ir reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos a entrar na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.

O egoísta não tem energia própria; ele alimenta-se da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar a sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afectiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.

As boas relações afectivas são óptimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. O nosso modo de pensar e de agir não serve de referência para avaliar ninguém.


Muitas vezes, pensamos que o outro é a nossa alma gémea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecerem um diálogo interno e descobrirem a sua força pessoal.

Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro de si mesmo, e não a partir do outro

Ao perceber isso, ele torna-se menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.

Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.

Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

Formatado por Beth Norling (e por mim...)

Imagem: www.eso-garden.com


domingo, 18 de novembro de 2007

Sintoniza-te

"Sintoniza-te, encontra as tuas próprias notas, e fá-las soar alto e em bom som, pois tu fazes parte da vasta orquestra da vida. Tens a tua partitura específica para tocar, por isso não tentes executar aquela que pertence a outro. Procura e encontra a tua e guarda-a contigo! Quando aprenderes a fazer isso, tudo correrá bem, muito bem para ti. Aqueles que procuram tocar as notas dos outros encontram-se em desarmonia com o todo. Jamais tentes ser como quem quer que seja ou fazer o que os outros fazem. EU não quero que vocês sejam todos iguais, como ervilhas numa vagem. EU necessito de vocês, todos diferentes, com as vossas próprias virtudes e qualidades. Uma orquestra constituída por instrumentos todos iguais seria monótona. Numa orquestra, quantos mais instrumentos houver no conjunto em perfeita harmonia, melhor, mais rico e maravilhoso é o som que daí resulta."
Eileen Cady (uma das fundadoras de Findhorn)
Abrindo Portas que Há em Nós

Imagem:www.institutojuniarabello.com.br/admin/upload...

domingo, 11 de novembro de 2007

O FEMININO REENCONTRADO


Texto de apresentação do livro

O FEMININO REENCONTRADO,
de
Nathalie Durel Lima, Ariana Editora

Sinto-me muito abençoada por estar hoje aqui convosco para vos falar de um livro poderoso pelas pistas que nos dá para encontrarmos o caminho da nossa alma de mulheres, bem diferente da dos homens. O caminho da nossa individuação e da nossa diferenciação.

Estou aqui também porque, nas minhas orações à Mãe Divina, eu me coloquei ao serviço do ressurgimento do feminino no mundo. Do sagrado feminino. E a Mãe Divina trouxe-me até aqui hoje.

Não sou psicóloga, muito menos junguiana, não sou especialista nesta área, mas a minha intuição feminina, o meu trabalho com mulheres e os estudos que fiz nesta matéria dizem-me que estamos perante um poderoso manancial de informações sobre aquilo que somos na verdade. Informações que possibilitam o nosso empoderamento, tão importante neste mundo e num tempo como o nosso.

A história das mulheres é, no fundo, a história de um território, um território psíquico, que foi conquistado, dominado, colonizado. E, como sempre acontece com todos os territórios que são conquistados, dominados e colonizados, deu-se a obliteração de uma cultura, a sua eliminação, para, em seu lugar, se implantar uma outra.

A penetração dessa nova cultura foi fundo. Pelo efeito da força e do terror, o nosso condicionamento terá sido, não apenas educacional, sociocultural, religioso, mas também biológico. Teremos sido geneticamente condicionadas para sermos boas fêmeas reprodutoras, fiéis e submissas ao clã patriarcal. A mulher por detrás do grande homem, ou apenas do homem. Ficámos atrás. Queremos ficar ao lado.

Esse condicionamento despojou-nos da nossa riqueza psíquica, da nossa criatividade mais profunda, da nossa validação como seres autónomos e livres, da nossa vitalidade.

Esse condicionamento reduziu-nos à famosa dicotomia judaico-cristã: a mãe ou a prostituta; transformou-nos em “senhoras” muito certinhas, bonitinhas, limpinhas, boazinhas...

Mas deixemos agora essa parte. É importante termos consciência dela, sem nela no entanto nos determos, até porque a mensagem forte de Nathalie Durel Lima no seu livro é a de que precisamos de abandonar o discurso da vítima e de assumirmos de uma vez por todas quem nós somos de verdade.

A autora avança então com um novo conceito de mulher: a “mulher-pesquisadora”, a que investiga, que estuda, que quer saber, que quer conhecer as suas raízes. Já tínhamos aquela frase célebre: “Homem, conhece-te a ti mesmo”, mas esta exortação não nos serve. É bom que pensemos em substituí-la, no nosso caso, por: “Mulher, conhece-te a ti mesma!”, pois precisamos antes de mais nada da nossa existência e da nossa identidade linguísticas.

E para nos conhecermos a nós mesmas, às nossas raízes, à maravilhosa riqueza do feminino, temos aqui uma ferramenta privilegiada, que é a via dos arquétipos, ou seja, a do conhecimento das forças dominantes na nossa psique feminina.

A nossa psique feminina é diferente da psique masculina, enfatiza a autora, que recorre neste estudo à análise exaustiva dos arquétipos de oito deusas gregas em que a Grande Deusa Mãe se terá fragmentado numa sociedade patriarcal. Estes arquétipos, que têm correspondência noutras culturas, são os de ATENA, HERA, AFRODITE, ÁRTEMIS, HÉSTIA, DEMÉTER, PERSÉFONE E HÉCATE.

Cada uma destas oito deusas gregas representa um aspecto da nossa psique que, para o nosso equilíbrio e saúde psíquicos, precisa de ser activado em nós, nas várias fases da nossa vida.

Atena legitima a nossa necessidade de investirmos numa carreira, de nos afirmarmos na política ou nos negócios. Afrodite legitima a nossa sexualidade e o seu vínculo sagrado; Héstia a nossa necessidade de interiorização; Hera o nosso desejo de nos comprometermos num relacionamento. Ártemis legitima a nossa necessidade de independência, de liberdade, de criatividade; a nossa natureza instintiva e insubmissa que é vital resgatar. Deméter é a mãe dedicada e compassiva – porventura o arquétipo que a nossa cultura mais estimulou de forma tão excessiva, ao sobrepor o papel de mãe a todos os outros. Hécate ensina-nos a aceitar a menopausa como uma época privilegiada para a mulher, quando nos apropriamos verdadeiramente da sabedoria que soubemos colher da nossa experiência de vida. Perséfone, entretanto, o arquétipo da purificação, protagoniza o nosso mito fundador, quando deixamos de ser Core, a Donzela, a menina da nossa mãe, e nos tornamos uma mulher de verdade, depois de termos aceitado descer às profundezas, ao submundo, normalmente pela via da depressão, e de termos conseguido transmutar a dor, a raiva, as nossas mágoas mais profundas, em força e poder. O que significa fazermos a nossa caminhada interior.

A nossa caminhada interior é exactamente o tema deste livro, que nos apresenta vários estudos de casos concretos, situações que no fundo exemplificam e trazem à luz a problemática existencial mais comum na mulher de hoje.

E aqui, mais uma vez, encontro-me em grande sintonia com o pensamento da autora, quando ela refere a necessidade de fazermos o nosso “trabalho de casa”, a “arrumação da nossa casa interior”, de nos confrontarmos com a nossa parte pessoal antes de tentarmos passar para a transpessoal. Não podemos aspirar ao céu sem que as nossas questões terrenas estejam resolvidas. Em linguagem astrológica, diz-se que não podemos viver Neptuno sem antes termos resolvido Saturno e Urano, a nossa segurança na matéria e a libertação daquilo que nos aprisiona. E uma parte tão enriquecedora deste livro, que o torna tão íntimo e especial, é precisamente essa abertura de alma e coração de Nathalie, ao revelar-nos as várias etapas do seu percurso interior, ao mostrar-nos as suas feridas e os métodos de cura que usou consigo mesma, frisando o quanto este processo é importante para que o terapeuta possa estar à altura das exigências do seu trabalho.

De resto, grande ênfase é dada aqui a isso que é “ser terapeuta”.

Pessoalmente, posso dizer-vos que a minha adesão completa a este trabalho se deu ao ler a análise do arquétipo que desde sempre foi dominante em mim: o arquétipo de Ártemis. É muito reconfortante e libertador, sentimo-nos validadas como pessoas, ao compreendermos que o padrão que prevalece em nós pertence totalmente à normalidade do universo feminino. Se desequilíbrio há, é só porque precisamos de deixar que outros arquétipos se activem em nós e temperem a nossa alma.

De resto, Perséfone tem feito o seu caminho até mim, e também Hécate, a mulher madura que aceita serenamente o processo do envelhecimento, compreendendo que aquilo que ganha em liberdade e sabedoria compensa largamente aquilo que perde e que, no fundo, também já não lhe interessa.

Uma das coisas que tenho como mais certas é que, como diz a autora, estes processos, esta jornada interior, implicam sabermos estar a sós connosco. Embora seja maravilhoso sentirmo-nos tão unidas a outras companheiras e companheiros, embora sejamos por natureza seres gregários, gostarmos da nossa própria companhia, sentirmo-nos seres completos e autónomos, encontrarmos a nossa própria voz, o nosso talento pessoal, os nossos dons especiais, é uma tarefa prioritária para nos sentirmos realizadas como seres humanos de pleno direito. E para isso precisamos de saber estar sozinhas. Héstia, a deusa da interioridade e do fogo sagrado, acompanhar-nos-á, se a invocarmos.

No meu caso ainda, como aconselha Nathalie Durel, evoco neste momento outro arquétipo – este já da cultura judaico-cristã –, Maria Madalena, a fim de que me ajude a actualizar em mim o arquétipo porventura mais debilitado, o arquétipo de Hera.

Maria Madalena é, segundo as palavras da autora, “uma referência do feminino, um apelo para que todas nós mulheres possamos relacionar-nos sem trairmos a nossa essência. Ela ensina-nos como sermos mulheres de poder e aceitarmos que o outro também o seja.”

Convém ainda não esquecer que, para nos sentirmos inteiras, à semelhança da Grande Deusa Primordial, todos os arquétipos, todas estas forças, devem ser igualmente valorizadas e activadas na nossa psique.

Queria ainda referir a forte ligação que podemos encontrar neste livro com o Método Louise Hay, especialmente quando se reafirma a necessidade de nos validarmos a nós mesmas, de nos amarmos e aceitarmos como somos, de cuidarmos de nós em primeiro lugar, de pararmos de querer obsessivamente dar aos outros antes de nos encontrarmos nós mesmas repletas e preenchidas. Paremos com o processo de desgaste e de anulação que tem sido a tónica dominante do feminino até agora.

E vou terminar com mais uma citação de O FEMININO REENCONTRADO:

“A nossa tarefa é a de reequilibrarmos com consciência a poderosa beleza do feminino e reencontrarmos a nossa Deusa Interior.”

Jardim da Rocheira, Estoril, 10 de Novembro de 2007


domingo, 4 de novembro de 2007

UM SÓ CORAÇÃO


UM SÓ CORAÇÃO é o título do livro publicado pela Ariana Editora que, a 27 de Outubro último, foi apresentado no Universo ATMA. Nele, trinta e uma Hay Teachers (entre as quais me incluo) formadas por Vera Faria Leal, que fez a apresentação, relatam a sua experiência com o Método Louise Hay e a forma como, graças a ele, viram as suas vidas transformadas de forma tão positiva.

Fiquei muito contente ao constatar o sucesso que o nosso livro está a ter junto do público: leitoras entusiastas revelam sentir uma grande identificação com as situações relatadas, encontrando muito conforto nesta leitura cheia de esperança e de boa energia.