terça-feira, 9 de outubro de 2007

O Complexo de Cinderela

Gustave Doré, Cendrillon

"A escritora Colette Dowling criou uma teoria a que chamou “O complexo de Cinderela”,que relata e explica toda a problemática de mulheres que não conseguem assumir responsabilidades e cuidar de si-mesmas:

« ....a liberdade assusta. Ela apresenta-nos possibilidades para as quais não nos sentimos preparadas: promoções, responsabilidades, oportunidades de viajarmos sozinhas sem homens a conduzirem-nos, oportunidades de fazermos amigos por nossa conta. Todo o tipo de perspectivas rapidamente se abriu às mulheres; juntamente com isso, porém, vieram novas exigências: que cresçamos e paremos de nos esconder sob o manto paternalista daquele que escolhemos para representar o ente “mais forte”; que comecemos a basear as nossas decisões nos nossos pr6prios valores, e não nos dos nossos maridos, pais ou professores. A liberdade requer que nos tornemos autênticas e fiéis para connosco. Aqui é que surge a dificuldade. E ela surge repentinamente, quando não basta apenas sermos “uma boa esposa”, ou “uma boa filha”, ou “uma boa aluna”. Pois, ao iniciarmos o processo de separar de nós as figuras de autoridade a fim de nos tornarmos autónomas, descobrimos que os valores que julgávamos serem nossos não o são. Pertencem a outrém – a pessoas de um passado vivo e demais abrangente. Por fim a hora da verdade emerge:

“Realmente não tenho quaisquer convicções pr6prias.

Realmente não sei no que acredito».

Da obra a publicar brevemente "O Feminino Reencontrado", de Nathalie Durel Lima

6 comentários:

Sou mulher... disse...

Luiza este post e fantastico mesmo e sobre muito para falar e dizer adorei Parabens pela escolha.
Realmente e um processo complicado e ate algo doloroso mas nao e impossivel e todas aquelas que ousarem faze lo serao recompensadas.
Agradeco a mencao do livro mais um para a minha "lista de desejos" ...
Otima semana para si
Muita Luz e Amor

Isabel Faria disse...

É verdade, mais um livro indispensável que vai certamente abrir muitos caminhos ás mulheres e fazê-las sentir e acreditar que podem confiar nelas, nos seus sentimentos, nas suas escolhas rumo à liberdade; porque acredito (e sei) que aínda nos sentimos muito aprisionadas (ligadas) à figura masculina, talvez até para mais descanso e tranquilidade (comodismo) nossa, mas já cheguei à conclusão que não pode ser. Conseguios ser tão poderosas, tão capazes de tudo, se assim o quisermos! Força aí!!!
Já comprei o livro "O Cálice e a Espada"; não vejo a hora para o começar a ler!
Beijinhos e continua a brindar-nos com os teus textos.
Isabel Faria

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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