segunda-feira, 23 de julho de 2007

A Importância de Reforçarmos a Nossa Identidade


Em Astrologia, falar de um signo implica sempre falar do seu oposto, que é uma energia que temos de integrar para sairmos da divisão do mundo, para nos tornarmos seres mais completos.

Aquário, o signo da nova era em que entrámos, tem o seu oposto em Leão, que é o signo mais forte ao nível da nossa identidade pessoal. Se a proposta de Aquário é abrirmos para o grupo, integrarmo-nos num todo maior (não é por acaso que temos agora a Internet e a globalização) e fazê-lo em liberdade, já que Aquário é regido por Urano, a energia da liberdade, então precisamos primeiro de trabalhar o Leão em cada um de nós. Isso significa saber quem somos, em que é que acreditamos, quais os nossos valores, as nossas forças e fraquezas, aquilo que nos dá e aquilo que nos tira energia. Significa também que cada um valide a sua história de vida, seja ela qual for, aceitando todas as suas experiências, até porque todas elas contribuíram para aquilo que se é neste preciso momento.
Há quem torça o nariz a estas considerações por achar que é de reforço do ego que estamos a falar, mas, como dizia alguém, para eu ultrapassar uma coisa primeiro tenho de chegar até ela, para ultrapassar o ego, tenho primeiro de o constituir. Tenho sobretudo de o curar, pela autoconsciência, a autovalidação e a autovalorização. Enquanto isso não acontecer o que tenho lá é um poço sem fundo de carência, de mal-estar, de anulação de mim próprio que vai dar azo a equívocos e a abusos de toda a espécie - séculos e séculos de cultura da culpa e do pecado.
Descobri, ao fazer a minha primeira oficina de escrita criativa, enquanto formanda, que escrever e depois ler o que se escreveu ao grupo é uma óptima terapia no sentido do reforço da nossa identidade. Luís Sepúlveda diz que “Escrever é falar com uma voz que é mais forte do que a nossa” *, mas também se pode dizer que é a escrita que fortalece a nossa voz. Ao escrevermos, mesmo que não seja sobre nós próprios, descobrimo-nos a ter opiniões e valores, iluminamos os nossos traumas, mas também os nossos desejos e aspirações, os nossos sonhos, encontramos sentido para o que parecia não o ter. Escrever é também experienciar o poder e a satisfação do criador, porque escrever uma história é criar ou reconstituir um universo.
Neste momento trabalho em escrita autobiográfica, cujo valor terapêutico será ainda porventura mais óbvio. Aqui descubro-me personagem de uma história, com a importância e o valor de toda a personagem. Gosto muito desta frase de alguém que desconheço: “Escrever é abençoar uma vida que não foi abençoada”. É uma frase que nos leva lá exactamente onde quero chegar quando falo em valor terapêutico. Contar a nossa história de vida é aceitá-la, é valorizá-la e é amá-la.
Portanto, não se pense que as oficinas de escrita são apenas uma moda, um hobby para senhoras desocupadas ou, na melhor das hipóteses, boas para crianças e adolescentes que precisam de melhorar os resultados escolares, o que por acaso também é verdade.
Claro que depois, nos cursos do Método Louise Hay, vamos mais fundo. Aqui há outros exercícios e técnicas, para além da escrita, que vão ajudar a que haja uma partilha mais profunda e uma verdadeira abertura do coração. É uma experiência, que o digam aquelas e aqueles que já por lá passaram, muito forte e transformadora, onde a escrita vai depois ter outro papel ainda mais poderoso, agora ao nível da criação da nova realidade que queremos experienciar.

* O Poder dos Sonhos, Editora Asa
Imagem retirada de um site sobre Danças Circulares Sagradas.

2 comentários:

Isabel Faria disse...

Querida Luísa,
por acaso já sabes alguma coisa da Câmara/Biblioteca relativamente ao curso de escrita criativa? Era óptimo que isso fosse prá frente! Tenho a certeza que haveria muita gente interessada - eu já lá estou!
Acredito que seja uma óptima terapia no sentido de sabermos quem somos, quais os nossos valores, etc. e sobretudo aceitarmos todas as nossas experiências vividas até aqui e que nos transformaram exactamente na pessoa que somos.
Fico a torcer para quê certo!
Jinhos
Isabel

Luiza Frazão disse...

Querida Isabel,
Vou mandar um email à Biblioteca da Batalha para ver se há novidades. Depois saberás.
É tão estimulante o teu interesse!Obrigada, amiga.

Beijinhos da Luíza