segunda-feira, 23 de julho de 2007

Blogs e outros espaços a visitar



Mon Petit Chat Gris e muitos outros...
A dona deste gato é minha amiga pessoal e é muito talentosa.
Como acho que o meu blog está a ficar muito sério, sugiro, que depois de o visitarem, dêem um passeio até lá. Tem fotos maravilhosas, por exemplo, que eu não tenho aqui. A vossa criança interior vai adorar!
Por outro lado, tenho duas outras amigas, também muito talentosas, com blogs giros no que diz respeito à escrita autobiográfica. Acredito que tanto a autora de robe de soir, como a autora de daquemedalemmar se sintam agora muito melhor consigo mesmas depois de terem VOZ. E nós sentimo-las pessoas mais reais do que no contacto quotidiano porque nos abrem aqui a sua alma ("Isso que em nós sente", como diz Maria Flávia de Monsaraz), apaixonamo-nos pelas suas histórias e torcemos pelo seu sucesso como pessoas.
Claro que depois, se se interessam pelos meus temas, também vão querer saber da Vera Faria, que foi a Hay Teacher com quem fiz formação.
Há ainda o caso de um Manual de Reflexões, daqueles livrinhos que nos inspiram para o dia quando os abrimos pela manhã numa página ao acaso.
Mundos Paralelos
De Marta Costa Reis, uma companheira de jornada, é uma editora de livros muito especiais à qual é bom estar atento. Dois dos meus preferidos são Anjos na Terra, de Doreen Virtue e Posturas de Êxtase - Manual para aceder a realidades paralelas, de Belinda Gore.
Como sabe quem me conhece, adoro trabalhos manuais, a via tradicional da iniciação feminina, e um dia destes vou falar mais sobre essa maravilhosa actividade que precisa de ser revisitada e glorificada... Querem agora saber de um espaço repleto de criatividade que a vossa criança interior vai adorar? (Não tenho comissão... mas em troca recebo o aconchego do universo feminino, uma bela lufada de ar fresco, e pura inspiração!)
Mais outro. Este é francês...

Há também um blog muito simpático de uma grande admiradora e seguidora dos princípios de Louise Hay, que é portuguesa, mas que neste momento vive no estrangeiro (daí as dificuldades com os acentos do português porque o teclado que usa não os tem...), que é tocante pela frescura, entusiasmo, generosidade e abertura de coração que revela. A sua autora bem sabe da importância de termos VOZ e de dizermos a nossa verdade e procurarmos expandir-nos como seres humanos num universo em expansão...

Aqui encontrarão o blog de uma ilustradora muito talentosa e inspirada, Ana Freire.

(Sugiro que esteja atento que esta lista vai aumentar...)
Imagem retirada dumblog interessante. Poderia intitular-se A VISITA...

A Importância de Reforçarmos a Nossa Identidade


Em Astrologia, falar de um signo implica sempre falar do seu oposto, que é uma energia que temos de integrar para sairmos da divisão do mundo, para nos tornarmos seres mais completos.

Aquário, o signo da nova era em que entrámos, tem o seu oposto em Leão, que é o signo mais forte ao nível da nossa identidade pessoal. Se a proposta de Aquário é abrirmos para o grupo, integrarmo-nos num todo maior (não é por acaso que temos agora a Internet e a globalização) e fazê-lo em liberdade, já que Aquário é regido por Urano, a energia da liberdade, então precisamos primeiro de trabalhar o Leão em cada um de nós. Isso significa saber quem somos, em que é que acreditamos, quais os nossos valores, as nossas forças e fraquezas, aquilo que nos dá e aquilo que nos tira energia. Significa também que cada um valide a sua história de vida, seja ela qual for, aceitando todas as suas experiências, até porque todas elas contribuíram para aquilo que se é neste preciso momento.
Há quem torça o nariz a estas considerações por achar que é de reforço do ego que estamos a falar, mas, como dizia alguém, para eu ultrapassar uma coisa primeiro tenho de chegar até ela, para ultrapassar o ego, tenho primeiro de o constituir. Tenho sobretudo de o curar, pela autoconsciência, a autovalidação e a autovalorização. Enquanto isso não acontecer o que tenho lá é um poço sem fundo de carência, de mal-estar, de anulação de mim próprio que vai dar azo a equívocos e a abusos de toda a espécie - séculos e séculos de cultura da culpa e do pecado.
Descobri, ao fazer a minha primeira oficina de escrita criativa, enquanto formanda, que escrever e depois ler o que se escreveu ao grupo é uma óptima terapia no sentido do reforço da nossa identidade. Luís Sepúlveda diz que “Escrever é falar com uma voz que é mais forte do que a nossa” *, mas também se pode dizer que é a escrita que fortalece a nossa voz. Ao escrevermos, mesmo que não seja sobre nós próprios, descobrimo-nos a ter opiniões e valores, iluminamos os nossos traumas, mas também os nossos desejos e aspirações, os nossos sonhos, encontramos sentido para o que parecia não o ter. Escrever é também experienciar o poder e a satisfação do criador, porque escrever uma história é criar ou reconstituir um universo.
Neste momento trabalho em escrita autobiográfica, cujo valor terapêutico será ainda porventura mais óbvio. Aqui descubro-me personagem de uma história, com a importância e o valor de toda a personagem. Gosto muito desta frase de alguém que desconheço: “Escrever é abençoar uma vida que não foi abençoada”. É uma frase que nos leva lá exactamente onde quero chegar quando falo em valor terapêutico. Contar a nossa história de vida é aceitá-la, é valorizá-la e é amá-la.
Portanto, não se pense que as oficinas de escrita são apenas uma moda, um hobby para senhoras desocupadas ou, na melhor das hipóteses, boas para crianças e adolescentes que precisam de melhorar os resultados escolares, o que por acaso também é verdade.
Claro que depois, nos cursos do Método Louise Hay, vamos mais fundo. Aqui há outros exercícios e técnicas, para além da escrita, que vão ajudar a que haja uma partilha mais profunda e uma verdadeira abertura do coração. É uma experiência, que o digam aquelas e aqueles que já por lá passaram, muito forte e transformadora, onde a escrita vai depois ter outro papel ainda mais poderoso, agora ao nível da criação da nova realidade que queremos experienciar.

* O Poder dos Sonhos, Editora Asa
Imagem retirada de um site sobre Danças Circulares Sagradas.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Pequenas listas de coisas


Encontrei num número da minha colecção de exemplares da Revista Xis, que já não se publica, este editorial de Laurinda Alves que me pareceu interessante como sugestão de férias.

"Fazer listas ou pequenos enunciados de propósitos é uma tendência comum e universal. Não há ninguém que não faça listas de coisas que quer fazer ou de compromissos que tem forçosamente que cumprir. Nesta altura do ano acontece frequentemente estarmos mais disponíveis para olhar para a frente com um certo alcance e método e, por isso mesmo, esta é uma altura de fazer pequenas listas de coisas. Não falo das obrigatórias mas de outras que, por serem mais íntimas, são mais transformadoras e nos podem levar mais longe. Falo de listas que nos permitem conhecer melhor os nossos recursos interiores, os nossos pontos fracos e fortes. Falo de pequenos enunciados prospectivos que nos ajudam a concentrar mais nos nossos projectos e, de alguma forma, exprimem os nossos desejos mais profundos.
Imagino que os mais cépticos não se entreguem facilmente a esta espécie de jogo mas, ainda assim, atrevo-me a sugerir algumas pistas de reflexão.
Os grandes especialistas em comportamento da actualidade são unânimes em considerar que a felicidade também é um acto de consciência. Ou seja, é a consciência do bem-estar num certo momento ou em determinada fase da vida que o transforma em felicidade. Por outro lado, a memória de tudo aquilo que nos faz felizes também multiplica a nossa felicidade. Nesta lógica, vale a pena fazer algumas listas. Nem que seja para perceber que, afinal, temos muito mais do que achamos que temos.
Os especialistas aconselham algumas listas que passo a transcrever, com uma breve nota sobre cada uma delas.
1. Todos os momentos felizes que vivi ao longo deste ano.
Porque nem sempre temos tempo ou distância suficiente para digerir tudo aquilo que vivemos e vale a pena fazê-lo.
2. Todas as pessoas de quem gosto muito e que gostam muito de mim.
Esta lista é especialmente importante para os dias de solidão e tristeza em que nos afundamos em sentimentos negativos.
3. Aquilo de que mais gosto naqueles que são importantes para mim.
As qualidades que reconhecemos nos outros muitas vezes devolvem as nossas próprias qualidades ou a nossa aspiração a melhorar certos aspectos da nossa personalidade.
4. As pequenas imperfeições que encontro naqueles de quem gosto.
Implica um sentido de observação, muita verdade e, também, aceitação. Ajuda a perceber as nossas imperfeições e a aceitá-las.
5. O que eu levo de positivo às relações com os outros.
Apesar das nossas imperfeições e defeitos, todos damos qualquer coisa especial aos outros. Importa identificar o quê.
6. Tudo aquilo que gostava de agradecer.
A gratidão é um sentimento poderoso e transformador. Potencia a felicidade na medida em que também é uma atitude positiva e regeneradora. Evita as ruminações e os sentimentos depressivos.
7. Todos os desafios que venci ao longo do ano.
Sem fazer comparações com os outros, sem falsas modéstias e, acima de tudo, com realismo e objectividade. Esta lista surpreende-nos sempre.
8. Os erros que não posso voltar a cometer.
Os falhanços são excelentes lições na medida em que mostram os caminhos que não devemos seguir e os comportamentos que devemos evitar. Essencial, portanto.
9. As coisas que me dão um prazer imediato no dia-a-dia.
Em todos os campos, pessoal, profissional, mais íntimo e menos íntimo. O prazer imediato traz uma grande sensação de leveza e de vitalidade. Podem ser prazeres contemplativos, também.
10. As coisas que me provocam mais stresse no dia-a-dia.
Para manter uma atitude positiva é importante conhecer os nossos "inimigos". Identificar os motivos do stresse ajuda incrivelmente a reduzi-los ou atenuá-los.
A possibilidade de fazer listas é interminável e cada um encontrará aquilo que mais convém às suas necessidades ou se adapta às suas circunstâncias. O importante é ser muito objectivo e verdadeiro. Por outras palavras: não fazer batota. Só assim as listas de projectos poderão ser cumpridas e os sonhos realizados."
Imagem: alfazenite.blogspot.com

NOVIDADES


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Melanie Reinhart em Portugal

http://www.nunomichaels.com/?p=487

Quíron, 6 de Março



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Esta é uma nova empresa para FESTEJAR EMOÇÕES, criada pela Ana Luísa Cachão, Madalena Villa-Lobos e Maria João Soares de Oliveira, à qual ofereço esta pub por acreditar no projecto delas, que é um projecto ao serviço do Amor:

"Na vida, ou fazemos parte da harmonia, ou fechamos os olhos a todos os sorrisos, à boa vontade, às coisas novas... e sobretudo ao Amor...
Os nossos sentimentos são sempre movimentos de energia. É assim que se manifesta o desejo de partilhar uma flor... uma ideia, ou apenas aquele momento que vai ficar guardado como um tesouro de quem dele se lembrou... e o soube oferecer a alguém que merece ser amado....
É tão fácil dar, quando o coração manda.

E nós ajudamo-lo se você quiser! Porque temos uma empresa cheia de ideias novas como se ela própria fosse esse grande amor… toda essa luz, esse progresso, essa vontade de se ser melhor pela recompensa de tanto se querer, de tanto se dar, e de tanto se amar... Criaremos para si os mais inesquecíveis momentos de Cerimónias para celebrar o Amor, a União e a Partilha! Descubra no nosso site www.festejar-emocoes.pt o que temos para lhe oferecer. Contacte-nos!

Madalena/Ana Luisa/Maria João


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Um fotógrafo da natureza, de Leiria, Filipe Silva, criou, esta bela página, para a qual solicita a nossa colaboração e/ou apoio. Trata-se de um trabalho muito importante e muito bonito, que merece todo o nosso apoio. A Mãe Terra agradece.

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Cibele Pinto Cardoso,autora deste blogue e também da minha foto, acaba de criar um serviço de fotografia personalizado, numa perspectiva de valorização pessoal, pensando especialmente em todas aquelas pessoas que de algum modo pretendam projectar a sua imagem junto do público. E não só...

cibele.picard@gmail.com

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Sobre o maravilhoso filme LADY CHATTERLY

Amei o livro quando o li há anos, e creio que não é a primeira versão cinematográfica que vejo, mas esta é bastante diferente e de facto arrebatadora. Foi realizada pela francesa Pascale Ferran e os intérpretes principais são perfeitos: Marina Hands e Jean-Louis Coullo’ch, ambos franceses, apesar dos apelidos.

A 15 de Junho, o Público trouxe uma reportagem sobre esta adaptação, que incluía dados bio e bibliográficos sobre D. H. Lawrence, autor do romance, e uma entrevista com a realizadora (disponível em cinecartaz.publico.pt) que representa um excelente complemento do filme porque a ouvimos verbalizar o que intuímos ao ver o seu trabalho.Ela diz a certa altura: "O que me interessou foi a narrativa minuciosa de um processo de amor entre duas pessoas que começa por uma atracção física e que, a partir dessa atracção, permite que elas se libertem das identidades que as encerram - identidades sociais, de homem e mulher, de esposa e de criado... E que é esse processo de transformação, de libertação que constrói uma vida. Foi isso que me interessou, porque isso dá-me esperança: ficamos com vontade de lutar, de inventar as nossas vidas."
É fabuloso o equilíbrio que se estabelece na relação destes dois seres tão díspares do ponto de vista social, mas tão semelhantes do ponto de vista da alma. Dois seres à partida tão fechados, mas no fundo tão inteiros em si mesmos, capazes de comungar com a natureza, capazes de se desnudarem e de criarem verdadeira intimidade entre si. E o amor ali é justo, íntimo e equilibrado como compreendemos que deva ser o relacionamento entre um homem e uma mulher.
Que frescura este cinema em comparação com os estereótipos de Hollywood!
Poucas vezes saí tão “lavada” dum filme em que a natureza é quase uma terceira (ou primeira?) protagonista; uma natureza linda, variando consoante as estações, intocada, exaltada na transparência das águas gélidas dos ribeiros, na variedade e exuberância das flores, dos musgos, das árvores, dos animais.


quarta-feira, 11 de julho de 2007

Outras Terapias Recomendadas


Constelações Familiares
Trata-se de uma terapia criada pelo alemão Bert Hellinger numa tentativa de ajudar os sobreviventes a ultrapassarem os traumatismos de guerra. É uma terapia muito poderosa e muito bonita que visa restabelecer o equilíbrio familiar, condição indispensável para o nosso bem-estar e desenvolvimento como indivíduos autónomos.
Ler o livro "A Simetria Oculta do Amor" deixou-me rendida. Pelo menos no meu caso, a leitura por si só já constituiu um princípio de cura. Posteriormente conheci a drª Paula Matos, do Espaço Psi que realiza sessões regulares, e também o alemão Yacob Schneider.

Algumas ideias básicas sobre o Trabalho Sistémico
  • Existem por vezes emaranhamentos nos destinos de outros membros da família, frequentemente em uma ou duas gerações
  • É frequente assumirem-se sentimentos que não são nossos por um processo de identificação com outra pessoa da família
  • Há uma necessidade de equilíbrio entre o dar e o receber
  • Um dos nossos direitos mais fundamentais é o direito de pertencer
  • É necessário para o bem de todos que os mortos sejam chorados, honrados e respeitados
A Constelação traz à luz onde estão os emaranhamentos e quais os passos que conduzem ao reequlíbrio. Todos estes passos têm que ver com o respeito pelos outros.

Imagem: gestaltsp.com.br

terça-feira, 10 de julho de 2007

Escrita autobigráfica e criativa

OFICINAS DE ESCRITA AUTOBIOGRÁFICA E CRIATIVA
"Tal como fazemos alongamentos para manter a postura física, escrever ajuda-nos a manter a postura mental"
Escrever é:

  • criar sentidos
  • organizar o caos interior
Escrever permite:

  • ter acesso à reserva de conhecimento e sabedoria acumulada ao longo da vida
  • ouvir e fazer-se ouvir
  • validar pontos de vista próprios
  • reforçar a identidade
  • dar espaço e voz à Criança Interior
  • ler melhor
  • conviver
Óptimo complemento para o Método Louise Hay onde se é estimulado a escrever sobre aquilo que se viveu e aquilo que se quer viver.

Workshops de fim-de-semana ou cursos de maior duração.


MÉTODO LOUISE HAY

"Existe no seu íntimo um poder e uma inteligência muito poderosos que reagem constantemente aos seus pensamentos e às suas palavras. À medida que for aprendendo a controlar a sua mente, pela escolha consciente dos seus pensamentos, vai-se alinhando com esse poder."
Louise Hay

O curso baseia-se na obra PODE CURAR A SUA VIDA, de Louise Hay.
Durante dez semanas, em sessões de cerca de duas horas, praticamos técnicas de relaxamento, meditação induzida e visualização criativa que nos ajudam a trabalhar as emoções de uma forma poderosa, libertando-as da sua negatividade e promovendo uma maior serenidade e alegria de viver. Ao longo dessas dez semanas, cria-se entretanto um ambiente de apoio e de partilha muito rico, que ajuda a dissolver bloqueios pessoais, bem como a ter maior à vontade, segurança e prazer nas relações com os outros.

Alguns pontos fundamentais da filosofia de Louise Hay

- O que nós damos nós recebemos
- Aquilo em que acreditamos sobre nós e sobre a vida torna-se verdade para nós
- Os nossos pensamentos são criativos
- Nós somos merecedores de amor
- Auto-aprovação e auto-aceitação são as chaves para mudanças positivas
- Nós podemos libertar o passado
- O amor é a força de cura mais poderosa que existe

O desafio vai então no sentido de largarmos as nossas "máscaras", confiarmos no processo da vida, decidirmos o que queremos para nós e assumirmos o nosso poder.
Imagem: www. rafaelcostamar.net