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"Se somos seres espirituais percorrendo um caminho humano, e não seres humanos que podem estar a transitar por um caminho espiritual, (...) então a vida não é só uma jornada, mas também uma peregrinação ou busca." Jean Shinoda Bolen

LIÇÃO DE FÍSICA QUÂNTICA, professor Laércio da Fonseca

LIÇÃO DE FÍSICA QUÂNTICA, professor Laércio da Fonseca
"A CONSCIÊNCIA É UM OBJECTO QUÂNTICO"

Entrevista ao físico Amit Goswami

Entrevista ao físico Amit Goswami
"A CONSCIÊNCIA É A BASE DE TUDO O QUE EXISTE"

Universos Paralelos

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Lisa Randall

Universo Holográfico

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Uma das mil e uma maneiras de derrubar uma mulher...


Esta manhã, um cartaz numa montra chamou a minha atenção: "Operação Biquini", no meio de todo um arsenal de produtos supostamente "anti-celulite" e afins...
Estes ataques à felicidade e ao bem-estar da mulher tornam-se especialmente renhidos na época do Verão...

“Tenho bem nítida na mente a imagem de jovens modelos que, apesar de supervalorizadas, odiavam o corpo e pensavam em desistir da vida. Recordo-me de pessoas brilhantes e de grande qualidade humana que não queriam frequentar lugares públicos, por se sentirem excluídas e rejeitadas por causa da anatomia do seu corpo. Recordo-me dos portadores de anorexia nervosa que tratei. Embora magérrimos, reduzidos a pele e ossos, controlavam os alimentos que ingeriam para não "engordar". Como não ficar perplexo ao descobrir que há dezenas de milhões de pessoas nas sociedades abastadas que, apesar de terem uma mesa farta, estão
morrendo de fome, pois bloquearam o apetite devido à intensa rejeição da sua auto-imagem? Esta ditadura assassina a auto-estima, asfixia o prazer de viver, produz uma guerra com o espelho e gera uma auto-rejeição profunda. Inúmeras jovens japonesas repudiam os seus traços orientais. Muitas mulheres chinesas desejam a silhueta das mulheres ocidentais. Por sua vez, mulheres ocidentais querem ter a beleza incomum e o corpo magríssimo das adolescentes das passarelas, que frequentemente são desnutridas e infelizes com a própria imagem. Mais de 98% das mulheres não se vêem belas. Isso não é uma loucura? Vivemos uma
paranóia colectiva.


Os homens controlaram e feriram as mulheres em quase
todas as sociedades. Considerados o sexo forte, são na verdade seres
frágeis, pois só os frágeis controlam e agridem os outros. Agora, eles
produziram uma sociedade de consumo inumana, que usa o corpo
da mulher, e não a sua inteligência, para divulgar os seus produtos e
serviços, gerando um consumismo erótico. Este sistema não tem por
objectivo produzir pessoas resolvidas, saudáveis e felizes; a ele
interessam as insatisfeitas consigo mesmas, pois quanto mais
ansiosas, mais consumistas se tornam.

Até crianças e adolescentes são vítimas dessa ditadura. Com vergonha da sua imagem, angustiados, consomem cada vez mais produtos em busca de fagulhas superficiais de prazer. A cada segundo destrói-se a infância de uma criança no mundo e assassina-se os sonhos de um adolescente. Desejo que muitos deles possam ler atentamente esta obra para poderem escapar da armadilha em que, inconscientemente, correm o risco de ficar aprisionados."

Augusto Cury, A Ditadura da Beleza

Imagem: Auguste Renoir

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Mestre Eckhart Tolle


(…)
Assim, pela primeira vez na história humana chegamos a um ponto em que a transformação da consciência não é mais um luxo. Talvez tenha havido no tempo de Buda os primeiros florescimentos, também no tempo de Jesus, já apontando para algo novo, uma maneira de ver o que estava acontecendo. Os primeiros sinais disso e depois algumas flores aqui e ali, mas nunca tinha sido uma necessidade para a sobrevivência do planeta e o fim da loucura humana. Mas depois veio a tecnologia, veio a ciência – sim, também manifestações de grande inteligência –, e ainda assim ampliaram a loucura em larga escala. Antes as pessoas tinham sorte se conseguiam matar uns poucos, agora podem matar centenas, milhões com um só aparelho (riso). Não há mudanças, simplesmente amplia-se o efeito da inconsciência. E é uma boa coisa, porque vemos mais claramente que nunca.

É chocante para as pessoas que a primeira guerra criou armas poderosas de destruição, provindas da tecnologia, e aí pensamos: o que foi que fizemos? Milhões e milhões de jovens morrendo nas trincheiras inutilmente – Oh, meu Deus – foi uma abertura da visão da loucura, lá no começo do século XX. Mas agora sabemos também o que aconteceu no restante do século.
Está em seu rosto agora, é tão óbvio. Eu sei que o trabalho que faço, qualquer que seja, é uma manifestação da nova consciência e há muitas pessoas atravessando isso. Para salvar o planeta? Eu não sei, talvez não.

Jenny Simon - Então, pode-se dizer que você é uma espécie de necessidade da evolução, de certa forma?

Eckhart - Sim, na realidade é isto que está acontecendo. É quase como se a espécie estivesse se tornando algo novo, uma nova espécie está evoluindo da velha. E, novamente, não é algo do ego, dizendo eu sou da nova espécie, e você não (riso). Mas sim, é bem como se uma nova espécie estivesse chegando, e está chegando porque a velha espécie não é mais capaz de sobreviver, a menos que mude (riso).

Jenny Simon - E você pode descrever a nova espécie, quais seriam suas características?

Eckhart - A nova espécie não necessita de inimigos, drama ou conflito para dar-lhe um sentido de identidade e assim, torna-se livre, em grande escala, do conflito e do sofrimento causado pelo homem, que é uma característica da velha consciência. Buda teve uma bela perspectiva disso, quando disse, para descrever o estado de consciência da liberação, que ela é livre do sofrimento – você não sofre mais. Pode ainda haver dor, porque enquanto houver corpo físico haverá dor, você pode ter uma dor de dente. Mas o sofrimento psicológico é causado pela entidade do eu na cabeça. Você não mais causará sofrimento para si próprio através das estruturas do pensamento. E quando você não mais causa sofrimento para si, não mais causa sofrimento para outros. A interacção entre seres humanos não será mais coberta pelo medo, como é agora – o medo e o desejo, dois movimentos de estado inconsciente.

A interacção humana será caracterizada pelo amor e compaixão. E o amor não será do tipo “preciso de você, não ouse abandonar-me, porque eu não sei o que vou fazer se você me deixar”, o amor da chamada velha consciência. Amor é simplesmente reconhecer o outro como sendo você próprio, o reconhecimento da unidade é amor. E todas as interacções, quando se reconhece o outro como você próprio, não mais acontecem através da formação de uma imagem, uma identidade da forma, de quem aquela pessoa é. E porque você vai além da identificação da forma em si própria, não mais constrói pequenas armadilhas e pequenos conceitos de outras pessoas... então o amor reina.

Não se pode conceber o que seria o mundo se uma grande parte da humanidade vivesse nesse novo estado de consciência. Eu não faço, geralmente, considerações sobre esse fato. Minha suposição sobre isso é de que não seria possível reconhecer a estrutura da natureza humana. Seria muito diferente. Potencialmente este planeta poderia ser o paraíso – é um paraíso, mas as pessoas se esforçam muito para torná-lo um inferno, contudo ainda é um belo paraíso. Não estou dizendo que no nível da forma não haverá limitação, sim, as formas ainda vêm e vão. Mas ainda assim a harmonia é possível, viver em harmonia com a natureza. Viver em um estado de amor, amando a essência de cada forma, pois a vida se manifesta através de milhões de formas de vida. Amando uma vida da qual milhões de formas são manifestações temporárias, amando-as como a si próprio, sendo elas – esse é o novo estado de consciência.

Fonte: http://groups.msn.com/conhecendoKrishnamurti/

Ler tudo: http://cuidardoser.com.br/conhecendo-eckhart-tolle.asp

MISTÉRIOS DAS CATEDRAIS

Durante tantos séculos,ninguém parece tê-lo visto... apenas agora somos capazes de perceber: um astronauta medieval!

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Emoção e Genética

A SUPRESSÃO DO FEMININO

vídeo extremamente interessante AQUI


Domingo, 5 de Julho de 2009

Ser fiel a si própria(o)...


O casamento e a sociedade

A estabilidade do casamento – a ideia de duas pessoas se ligarem para toda a vida – tem sido tão importante para a nossa sobrevivência colectiva que as nossas convicções sobre o casamento se tornaram um dos pilares da sociedade. Na verdade, o manter as nossas relações numa base equilibrada, fazer com que os nossos casamentos funcionem como unidades estáveis e fiáveis, peças que zumbem na engrenagem em movimento das nossas pequenas comunidades, é o que faz da “sociedade” o que ela é, e a sociedade é o que incita o casamento a ser o que ele é.
Para criar estabilidade social, há uma exigência não declarada, uma espécie de atmosfera ou fragrância no ar que diz às pessoas casadas para continuarem casadas, para se comportarem, para se preocuparem com as coisas mais importantes que a sociedade tem para oferecer e não fazerem nada demasiado disruptivo, como optar por viver numa comunidade, fugir com o vizinho do lado ou decidir não pagar impostos.

Mas porque essa exigência não declarada é função da nossa consciência social e não da consciência pessoal, as pessoas casadas são levadas a guiar-se por valores exteriores e a participar numa consciência genérica em vez de numa consciência individual ou visionária. Em vez de mergulharmos no mais profundo do nosso íntimo onde poderíamos encontrar a sabedoria dos nossos corações (e talvez deparar-nos com soluções sociais espantosas ou formas de relacionamento invulgares – uma relação transcontinental a tempo parcial ou um compromisso monógamo uma vez por semana, por exemplo) tornamo-nos como as ovelhas que vão andando com o rebanho. A verdade é que o casamento – como relação – foi apropriado pela sociedade e, servindo a sociedade, com frequência sufoca a alma individual.

O dever, a responsabilidade e a convenção social, se bem que importantes, muitas vezes afastam-nos da nossa ligação natural mais profunda uns com os outros – a nossa ligação sentida – e assim, ao tentar servir o todo, podemos trair-nos ou abandonar-nos a nós próprios. Em vez de procurarmos nos nossos corações, mentes e consciências as formas adequadas para as nossas relações, permitimos que os casamentos se tornem versões diluídas dos valores da sociedade em vez de uniões emocionais vibrantes que nutrem as pessoas que os partilham.
As nossas convicções sociais quanto ao casamento ainda se encontram profundamente entranhadas, mas à medida que se tornam aparentes as mudanças que atravessamos, começam a perder o seu peso. E, na verdade, para nos desenvolvermos como personalidades e almas, essas convenções têm de perder o poder. Mas as noções inerentes à nossa memória colectiva dificilmente desaparecem e todas as pessoas que vivem hoje em dia continuam a manter no íntimo a ideia de que todas as nossas relações devem ser vividas de forma semelhante ao casamento.

Como Passou a Ser Assim

Pelo menos até ao séc. XX, precisámos das convicções sociais acerca do casamento para sobreviver. Eram o reconhecimento interior das circunstâncias necessárias para que a família humana chegasse onde se dirigia. Os nossos bisavós não se questionavam sobre se iam viver em felicidade romântica, êxtase sexual ou esclarecimento espiritual nas suas relações. Engraçavam um com o outro, avançavam para o casamento e seguiam para a planície, para a Floresta Negra, para a quinta, para o celeiro ou para o campo de batalha, para fazer o que era preciso. Foi por terem assegurado a nossa sobrevivência que pudemos emergir no século XX como os seres psicológicos em que nos tornámos. Mas agora temos uma nova incumbência evolucionária e, para a pormos em prática, temos que perceber que essas noções deixaram de ser importantes.

Daphne Rose Kingma, O Futuro do Amor

Sábado, 4 de Julho de 2009

A QUINTA FORÇA ou A ENERGIA DO CORAÇÃO



Com base nas pesquisas sobre energia “V”, segue-se uma relação de vinte características preliminares dessa energia. Em cada uma delas estão incluídos comentários de transplantados e healer's que explicam e parecem fundamentar essas características.

1. A energia “V” (*) é mais rápida que a velocidade da luz. A mais de 300.000 quilómetros por segundo, ela propaga-se em todas as direções, dentro das pessoas e para fora delas e é responsável pelos efeitos “não-locais” de ocorrências como telepatia, cura à distância e o poder da oração intercessora.

Os efeitos da energia “V” são ilimitados. Podemos senti-la a irradiar de alguém que nos é caro ainda que essa pessoa esteja a mil quilómetros de distância. Um transplantado cardíaco descreveu a velocidade sem limites da conexão da energia “V” nas seguintes palavras: “Sei que eu estava totalmente inconsciente, mas eu podia senti-la antes e depois da minha cirurgia. O que eu quero dizer é que, enquanto esperava ali, eu podia sentir a energia da minha mulher que vinha da sala de espera. Tinha a impressão de que a recebia até mesmo quando minha mulher estava em casa e eu ainda estava no hospital”.

2. A energia “V” é não-local ou livre dos limites de espaço e tempo conforme os conhecemos. Ela está em toda parte ao mesmo tempo, o que significa que entrar em sintonia com essa energia não é tanto uma questão de “transmitir ou receber” mas mais de “estabelecer conexão”.

http://siriusmagna.blogspot.com/search/label/a%20quinta%20for%C3%A7a

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

O Mundo é espiritual


A FÍSICA QUÂNTICA E A IMPORTÂNCIA DO OBSERVADOR

A física quântica talvez tenha introduzido justamente o ponto da recuperação do papel do observador, a importância do observador...
Essa é uma observação que nos faz abandonar a pergunta: qual é a realidade verdadeira? Existem realidades para cada um. É necessário que consigamos lidar com a pessoa na realidade em que ela sente que está.
É uma questão de linguagem, esses são fenómenos naturais, em vez de pensarmos que nós possuímos vidas e mortes... vidas e mortes... há uma consciência que "atravessa" a aparência da vida e da morte!
Consideramos tudo isso muito sólido. Mas a vida arromba essas prisões... porque essas prisões não são verdadeiras... então o que é verdadeiro? O fato de que nós somos seres livres.
A espiritualidade na visão budista é a ciência do "ou não", ou seja, nós estamos completamente presos, sem saída, sem solução... "OU NÃO"! Porque não há efetivamente uma rigidez no mundo onde aparentemente vivemos... essa é a razão pela qual a espiritualidade é fundamental. O MUNDO É ESPIRITUAL!
Lama Padma Samten (Físico, budista).

Texto: Esteja Aqui e Agora
Imagem: Mater Mundi

Anjos Humanos


Clique aqui. Dedicado a todas(os) as(os) minhas/meus amigas(os) e... seguidoras(es).


Copiado do magnífico MATER MUNDI
Imagem: Google

Como o deserto...


...Essa memória do éden assedia a nós todos
Essa flor do deserto, esse raro perfume...

in Desert Rose, by Sting

Existe um ensinamento antigo que se encontra no cerne do verdadeiro desenvolvimento espiritual: a fim de estarmos constantemente conectados com a Luz do Criador, temos que nos desenvolver e nos tornar como o deserto.

O deserto é um espaço aberto, sem dono, dentro do qual qualquer um pode fazer o que quiser. Este é o suposto nível até onde devemos desenvolver-nos.

Ser como o deserto significa que você não se importa com o que as pessoas lhe fazem, com o que as pessoas lhe dizem ou com o que elas não lhe fazem ou não lhe dizem. Significa ser livre no sentido mais profundo.

A nossa natureza é geralmente o oposto do deserto. Ficamos extrema e constantemente preocupados com o que os outros fazem, dizem ou até mesmo com o que pensam sobre nós.

Somos prisioneiros de quase todo a gente, porque as suas acções, palavras e pensamentos podem influenciar os nossos sentimentos e a nossa vida.

A fim de nos desenvolvermos espiritualmente, precisamos de trabalhar constantemente no sentido de ser como o deserto, sentindo-nos abertos e livres como o deserto.

Não se trata de um processo fácil, mas não só ele possibilita imensamente o nosso desenvolvimento espiritual, como também nos leva a um nível de equanimidade e paz que não pode ser alcançado de qualquer outra forma.

É um processo que demanda constante foco e esforço, mas cujo efeito espiritual e prático é imenso.

http://siriusmagna.blogspot.com/search/label/ser%20um%20deserto

Imagem: Google

Domingo, 28 de Junho de 2009

Existência Multidimensional


“Todos nós, bem como infinitos seres pelo Universo, temos uma existência multidimensional. Isso quer dizer que nós estamos apenas "sintonizados" nesta tridimensionalidade do planeta Terra. Tal qual um aparelho rádio, podemos mudar nossa sintonia a qualquer momento para qualquer outra dimensão do existir. O problema é que estamos muito acostumados a nos mantermos sintonizados a esta "estação" aqui e toda nossa ciência materialista insiste em dizer-nos que não é possível alterar esta sintonia. De fato, alguns de nós já descobriram, faz tempo, que se pode mudar esta realidade num piscar de olhos!

Uma maneira bem simples de se perceber a multidimensionalidade do existir humano e a realidade concreta de outras dimensões é quando dormimos e sonhamos. Os sonhos são reflexos de realidades de uma quarta dimensão. Igualmente esta quarta dimensão é aquela que atingimos com viagens astrais e com o uso do raciocínio simbólico e mítico. Os "deuses" (Anunakis) existem nesta quarta dimensão. A morte igualmente nos arremessa para dimensões superiores, inicialmente para a quarta e, com o costume, abrem-se as demais realidades multidimensionais.”

Leia mais em: http://siriusmagna.blogspot.com/2008/12/multidimensionalidade-do-existir-humano.html

A Quarta Dimensão e o Tempo


(...)
Uma maneira possível de conceber a existência de uma quarta dimensão consiste em imaginar a totalidade do tempo universal, a totalidade do espaço universal, a totalidade do espaço cósmico, e lembrar que eles estão inseparavelmente entretecidos, formando uma quarta dimensão subtil que está presente, a cada instante, em todos os lugares do mundo tridimensional. A tradição esotérica ensina que o mundo não existe apenas no presente. Ele inclui todas as partes e todos os tempos, e é só um determinado instante e um aspecto limitado dele que existem no aqui e agora.

A vida interior do ser humano dá-se nas dimensões subtis. Só a vida externa vai escoando um instante após o outro pelo mundo tridimensional, desde o começo da primeira infância até ao final da terceira idade. As vibrações do passado e as sementes potenciais do futuro estão presentes em torno da pessoa, mais precisamente na aura que rodeia o seu corpo físico, e são perfeitamente reais, embora não possam ser detectadas pelos cinco sentidos. Nas suas pesquisas cientificas, Rupert Sheldrake tem reunido numerosas indicações dessa realidade.
E Alexander Horne escreveu: “Assim como o ser humano que viaja pelo campo percebe percebe uma paisagem que muda gradualmente, embora na realidade a paisagem prossiga igual, também nós, viajando nas asas do tempo, percebemos um universo em movimento. O universo parece em movimento porque a nossa consciência limitado só nos permite ver uma coisa de cada vez.”
Para Horne, então, a passagem do tempo é na verdade a passagem do nosso mundo tridimensional, levado pela sucessão infinita de “momentos presentes”, ao longo de uma quarta dimensão universal que inclui todo o passado e todo o futuro. Tridimensionalmente, “vemos a cada instante apenas uma porção infinitesimal do universo”, escreve ele. “O passado e o futuro, juntos, formam a realidade. O presente é só uma linha divisória, e do ponto de vista do espaço superior, uma abstracção, uma ilusão.”

O tempo mostrará a árvore presente na semente, revelará o adulto presente na criança, o velho presente no adulto, e também a futura criança presente no amor entre o homem e a mulher. Alguns pensam que o futuro e o passado não existem porque negam tudo o que não é visível e tridimensional. No entanto, basta um computador moderno para demonstrar que os dados presentes na memória, embora ocupem um espaço virtual, estão presentes a cada momento. Uma biblioteca electrónica não precisa de estantes. Do mesmo modo, a memória humana não guarda as lembranças no cérebro. O cérebro localiza os dados onde eles estão, isto é, no akasha, no éter, no espaço subtil da quarta dimensão. Este é o ponto de vista da tradição esotérica, que Rupert Sheldrake também recupera com o seu conceito moderno de campo mórfico.

Quando um violinista executa uma melodia, a obra está toda presente na dimensão subtil, embora o som físico avance lentamente, a cada segundo, do início até ao final da música. Do mesmo modo, a evolução humana está toda presente no momento actual, embora só possamos perceber uma fatia estreita da evolução da vida com os nossos sentidos tridimensionais. São a e a intuição que nos permitem perceber as dimensões subtis. Em A Doutrina Secreta, Helena Blavatsky cita um diálogo místico entre mestre e discípulo:
- “O que é que existe sempre?”
- “O espaço, o eterno anupadaka (em sânscrito, aquele que não tem origem)”.
- “O que é que sempre existiu?”
- “O germe na raiz.”
- “O que é que está sempre indo o vindo?”
- “A grande respiração universal.”
- “Então esses três são eternos?”
- “Não, os três são Um. O que sempre é é um; o que sempre foi é um; e o que está sempre em transformação é um; e este Um é o Espaço.”

Carlos Cardoso Avelino, "A Quarta Dimensão,Olhando Além dos Cinco Sentidos", in revista Biosofia, Inverno 2008/09

Imagem: Dali

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

A Unidade de Todas as Coisas


(…)
“O espaço interior adquire diversas características, conforme os objectos e as consciências que a ocupam. “Os cristãos primitivos sabiam disso e, na sua linguagem própria, deram ao plano mais subtil o nome de sétimo céu, escreveu Vera Stanley Alder. Para Vera, “a quarta dimensão ensina-nos que quanto mais perto chegamos da realidade, da fonte e da causa das coisas, menos existe separação e isolamento. O separatismo leva-nos cada vez mais para longe da nossa ligação com a realidade. Ele expressa a nossa limitação sob as vibrações físicas.”
Realmente, o mínimo que se pode dizer sobre a quarta dimensão é que ela dissolve as fronteiras e mostra a unidade de todas as coisas. Um corpo em quatro dimensões tem comprimento, largura, profundidade e uma quarta característica, indescritível com palavras, mas que inclui a permeabilidade. Na quarta dimensão as distâncias físicas não existem. “O mundo quadridimensional convoca a humanidade para ser livre”, escreve Vera Alder, “convida-a para herdar a terra e os céus, para possuir todas as coisas, e para compreendê-las por meio do amor e da unidade.”

O corpo humano é tridimensional, mas a vida transcende a forma. Uma igreja pode ser tridimensional, mas a verdadeira religião vai além de qualquer forma externa. É o universo das dimensões subtis que inspira o mundo tridimensional.

A matemática e a geometria dos pitagóricos apontavam para a quarta e quinta dimensões. Platão, quando separou o universo sensível do universo inteligível, falava dos mundos tridimensional e pentadimensional , isto é, da realidade ilusória que se experimenta com os cinco sentidos e da realidade permanente que se percebe com a inteligência abstracta. A luz astral ou akasha (4D) liga a mente universal (5D) com o universo físico denso (3D). na famosa alegoria da caverna, no Livro 7 da obra A República, Platão descreve a prisão sensorial da humanidade na caverna escura de um universo tridimensional, quando, na verdade, a vida só pulsa livremente nas dimensões mais subtis. Os seres humanos mal informados pensam que as sombras projectadas na parede da caverna (o plano físico) são reais, mas a vida plena ocorre a céu aberto e é iluminada pelo Sol, símbolo do bem e da sabedoria.

Quando alguém nasce para o mundo tridimensional, a sua consciência fica presa pela percepção limitada dos cinco sentidos, e assim surge a doença da separatividade e do egoísmo. Mas este mal tem cura. A percepção do universo como um processo aberto em quatro dimensões permite que a consciência humana se liberte da noção tridimensional e fechada de “eu”, segundo a qual o que é “meu” não pode ser “do outro”, assim como o que é “do outro” não pode ser “meu”, porque é geralmente impossível que dois corpos tridimensionais ocupem simultaneamente o mesmo espaço. A percepção do universo em quatro dimensões, que corresponde em linguagem espiritualista ao despertar da consciência no plano astral, mostra-nos as possibilidades ilimitadas de cooperação entre todos os seres. Esta nova visão do universo abre espaço para a compreensão de que todas as formas de vida constituem uma só comunidade. Assim, os pequenos “eus” individuais vêem a vida no seu conjunto e comprometem-se com ela, de modo que a felicidade de cada um inspira e é inspirada pela felicidade de todos os outros.
Carlos Castanheda escreveu que o “eu” pessoal é prisioneiro da ansiedade porque teme olhar a vida com serenidade e descobrir que, na realidade, ele não existe. Perseguido pela suspeita terrível de que não existe, o “eu” agarra-se a uma noção estreita de espaço e tempo, para produzir uma falsa impressão de continuidade psicológica. Na verdade, este “eu” teme apenas abrir-se para a felicidade e a bem-aventurança que estão à nossa disposição logo além dos muros tridimensionais do mundo aparente. Quando o “eu” pessoal abandona as suas couraças e protecções, que são quase sempre inúteis, ele consegue finalmente olhar para o seu potencial divino, e então o foco da sua consciência não se desvia mais do caminho. Ele encontra o seu “eu” eterno e ingressa na onda vibratória da nova era, em que o ser humano encontra a paz e a felicidade. Está escrito há milénios nos registos do akasha, na quarta dimensão, que a nossa humanidade reencontrará a felicidade. E também que este reencontro avançará por processo alquímico de compreensão do sofrimento por cada indivíduo humano, até que o número de pioneiros seja suficiente e o carma colectivo, registado na luz astral, esteja finalmente maduro, podendo o processo de transmutação generalizar-se em progressão geométrica. Então a dor colectiva transformar-se-á mais facilmente em sabedoria.”

Carlos Cardoso Aveline , in revista Biosofia, Inverno 2008/09
Imagem: Google

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

A Voz das Xamãs


(...)
“ ...ela explicou que as mulheres, mais do que os homens, são os verdadeiros sustentáculos da ordem social, e que, para cumprir este papel, elas foram educadas, uniformemente em todo o mundo, para estarem a serviço do homem.
— Não faz diferença se elas são criadas como escravas ou se são mimadas e amadas—observou ela.—A finalidade e o destino fundamental das mulheres continuam sendo os mesmos: nutrir, proteger e servir os homens.
Clara olhou para mim, creio que para avaliar se eu estava acompanhando seu argumento. Creio que estava, mas minha reação mais íntima era negar tudo que ela estava dizendo.
— Isto pode ser verdade em alguns casos — concedi —, mas não creio que você possa fazer tamanha generalização e incluir todas as mulheres. Clara discordou veementemente.
— O lado diabólico da posição servil das mulheres é que ele não parece ser simplesmente um ditame social—disse ela—, mas um imperativo biológico fundamental.
— Espere um momento, Clara — protestei. — Como você chegou a essas conclusões?
Ela explicou que cada espécie possui um imperativo biológico para perpetuar-se, e que a natureza proporciona instrumentos para assegurar a fusão das energias masculina e feminina da maneira mais eficiente. Disse que, na esfera humana, conquanto a função primordial da relação sexual seja a procriação, ela também tem uma função secundária e velada, que é assegurar o fluxo contínuo de energia das mulheres para os homens. Clara enfatizou tanto a palavra "homens" que tive de perguntar:
— Por que você diz isto como se fosse uma avenida de mão única? O ato sexual não é uma troca uniforme de energia entre homem e mulher?
— Não. Negou ela enfaticamente.

Os homens deixam linhas energéticas específicas dentro do corpo das mulheres. Assemelham-se a tênias luminosas que se movimentam no interior do útero, sugando energia.
Isso me parece definitivamente sinistro — comentei ironicamente.
Ela prosseguiu com sua exposição em total seriedade. Elas são colocadas ali por uma razão ainda mais sinistra — falou, ignorando minha risada nervosa —, que é assegurar o suprimento constante de energia para o homem que depositou essas linhas energéticas. Estas, estabelecidas através da relação sexual, recolhem e roubam energia do corpo feminino, a fim de beneficiar o homem que as deixou ali. Clara falou com tanta certeza que não consegui gracejar e tive de levá-la a sério.
— Não que eu aceite por um instante sequer o que você está dizendo,
Clara — falei —, mas, só por curiosidade, como chegou a uma conclusão tão despropositada? Alguém lhe falou disso?
— Sim, meu mestre me falou a respeito. A princípio também não acreditei nele — admitiu ela —, mas ele também me ensinou a arte da liberdade, o que significa que aprendi a ver o fluxo da energia. Agora sei que estava certo, pois posso ver os filamentos semelhantes a vermes nos corpos femininos. Você, por exemplo, possui vários deles, todos ainda ativos.
— Digamos que seja verdade, Clara — concedi, inquieta. — Apenas para continuar com o debate, permita-me perguntar-lhe por que isto seria possível? Este fluxo de mão única da energia não seria uma injustiça com as mulheres?
— O mundo inteiro é injusto com as mulheres! — exclamou ela. — Mas o
problema não é esse.
— Qual é o problema, Clara? Acho que não percebi.
— O imperativo da natureza é perpetuar nossa espécie. Para assegurar isto, as mulheres têm de carregar um fardo excessivo em seu nível energético básico. O que significa um fluxo de energia que sobrecarrega as mulheres.
— Mas você ainda não explicou por que deve ser assim — insisti, já começando a oscilar com a força de suas convicções.
— As mulheres são o alicerce para a perpetuação da espécie humana — replicou Clara. — Grande parte da energia provém delas, não apenas para gestar, dar à luz e nutrir sua prole, mas também para assegurar que o homem represente seu papel em todo esse processo. Clara explicou que, teoricamente, esse processo assegura que a mulher alimente seu homem energeticamente através dos filamentos deixados por ele dentro do seu corpo, de modo que o homem se torna misteriosamente dependente da mulher em nível etérico. Isto fica claro na atitude evidente do homem que retorna repetidas vezes para a mesma mulher, a fim de manter sua fonte de sustento. Deste modo, disse Clara, a natureza possibilita aos homens, além do impulso imediato de gratificação sexual, estabelecer vínculos mais permanentes com as mulheres.
— Esses filamentos energéticos, deixados nos úteros das mulheres, também se fundem com a composição energética do filho, caso ocorra a concepção — acrescentou Clara. — Este pode ser o rudimento dos laços familiares, pois a energia do pai se funde com a do feto e permite ao homem
sentir que o filho é seu. Estes são alguns fatos da vida que a mãe nunca conta à filha. As mulheres são criadas para serem facilmente seduzidas pelos homens, sem terem a menor idéia das conseqüências do ato sexual em termos do escoamento energético produzido em cada uma delas. Esta é minha opinião e é isto que não é justo.”
(...)
Trecho do Livro: A Travessia das Feiticeiras, Taisha Abelar

Copiado de: http://sagrado-feminino.blogspot.com/2009/06/vampiros-de-energia.html

ADENDA:
Verdade ou mentira, efabulado ou pura experiência da autora do livro não me cabe a mim pôr em causa as suas afirmações e sim considerá-las como probabilades diante do imenso desconhecido que são as energias e toda a nossa ignorância dos processos ocultos...

Creio na "voz peremptória" das mestras e xamãs e nas mulheres sábias e considero o nosso intelecto e a razão muito redutoras das fontes de conheciemento antigo e julgo que o melhor que temos de fazer é dar sempre o benefício da dúvida a quem sabe mais e ir sempre mais longe dentro de nós...
A nossa história está toda ela obstruída e adulterada, e o que resta da voz das mulheres é quase nada...ouçamos pois com atenção a voz antiga das xamãs...
Deixemos que O SEU ECO SE REPERCUTA BEM DENTRO DE NÓS, NO NOSSO ÚTERO...

De: Mulheres & Deusas

Domingo, 21 de Junho de 2009

Vantagens das Mulheres

“As mulheres não estão muito presentes na política? Facto. A histeria politicamente correcta fala em discriminações (negativas) e clama por discriminações (positivas), como se o problema fosse esse. Ridículo. As mulheres não participam na vida pública porque são incomparavelmente mais inteligentes do que os homens. Falo por experiência própria: os meus alunos de Ciência Política repartem-se equitativamente entre machos e fêmeas. Mas elas levam claríssima vantagem em tudo: estudo, leitura, erudição, graça e perversidade. O mundo será delas; a autarquia da terra, quando muito, será deles. Coitados. Será preciso dizer mais?”

João Pereira Coutinho, professor universitário e colunista, In “O que sei sobre as mulheres”, Ana Sousa Dias, Pública de 17 de Maio 2009

Quanto a mim, subscrevo a apreciação do entrevistado sobre as suas alunas, por comparação com os alunos. Não estou é tão de acordo sobre o “histeria do politicamente correcto” no que respeita à lei da paridade… Concordo sim com Riane Eisler, quando diz que as mulheres devem deixar de estar tão centradas na zona do privado e interessar-se mais pelas questões públicas. Mais inteligente seria, parece-me, interessarem-se pelas questões públicas impondo aí a sua visão feminina…

Imagem: Alice Buis

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Uma longa leitura de fim-de-semana...

Segue-se uma canalização sobre a morte, muito interessante, que dividi em 8 partes e que poderá ler durante o fim-de-semana. Desfrute.

As imagens são da pintora Alice Buis.

O Medo da Morte


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte I)

Queridos amigos, amados anjos de Luz, eu saúdo todos vocês.
E é do coração da energia Crística que eu, Jeshua, estendo a minha mão e dirijo a minha saudação a cada um de vós.
Amado anjo, saiba que você é querido. Saiba que é amado incondicionalmente, mesmo agora que mora num corpo de carne e osso, um corpo mortal. Mesmo enquanto vive dentro dos limites desse lar temporário, você ainda é incondicionalmente uma parte de Deus, o Lar pelo qual tanto anseia. Na verdade, nunca deixou o Lar, embora possa não reconhecer a chama eterna que permanece acesa para sempre no seu ser. Entre em contacto com essa luz neste momento e ame-se a si mesmo, saiba quem é. Uma luz muito bonita e pura arde no seu interior. Como pode duvidar disso?

Hoje vamos falar sobre morrer. Existe muito medo em relação à morte. Medo de aniquilação, medo de esquecimento, medo de ser engolido pelo imenso buraco negro associado à morte. Como acontece com frequência na dimensão terrena, o ser humano tende a virar as coisas de pernas para o ar e a apresentá-las do modo exactamente oposto ao que são realmente. Na verdade, a morte é libertação, é a volta ao lar, a lembrança de quem você realmente é.

Quando a morte chega, você volta sem esforço ao seu estado natural de ser. A sua consciência funde-se com a chama de luz que é a sua verdadeira identidade. As cargas terrenas são retiradas dos seus ombros. A vida dentro de um corpo físico impõe limitações. É verdade que escolheu mergulhar nesse estado de limitação devido à possibilidade de experiência que ele tinha para lhe oferecer. Apesar disso, a retoma do seu estado angélico natural é uma sensação de bem-aventurança! O anjo que vive em si adora voar e ser livre para investigar livremente os inúmeros mundos que constituem o Universo. Há tantas coisas para se explorar e experienciar! Ao nascer num corpo terreno, você perde parcialmente o contacto com essa liberdade angélica e com a sensação de não ter limites.

A morte não é nada mais que uma transição, uma das muitas transições pelas quais você passa na vida. A vida na Terra conhece tantos momentos de transição, de passar por algo e deixar ir. Pense nisto. Houve um tempo em que o corpo no qual você vive hoje era muito pequeno, um bebezinho vulnerável. Entretanto a sua alma, a Essência Divina no seu interior, já estava a trabalhar através dele nesse momento. Ao chegar à maturidade, foi engolido pelas exigências da vida terrena e confrontou-se com medos e dúvidas. A percepção da sua Essência Divina, da sua alma, foi empurrada para muito fundo. Entretanto, houve momentos na sua vida em que a dimensão da consciência divina se abriu novamente. Isto aconteceu geralmente em momentos nos quais você teve que deixar ir, quando teve que dizer adeus.

Talvez tenha tido que se despedir de um ser amado, talvez tenha tido que abandonar um emprego, ou alguma outra situação semelhante. Tais acontecimentos são transições que se assemelham à morte, não no sentido literal, mas num nível psicológico. Nessas ocasiões lhe foi pedida uma
libertação num nível profundo, e é justamente nesses momentos de deixar ir que você pode começar a sentir a realidade do seu Eu Eterno, a Luz Divina que brilha no seu interior. Esta realidade permanece consigo incondicionalmente, mesmo quando tudo ao seu redor desaba. E assim acontece também, quando se trata da morte física. Se nesse momento você tem a coragem suficiente para se desapegar, o plano da eternidade o acolhe e você experiencia uma percepção muito forte de quem realmente é.

Morrer em entrega consciente é um acontecimento sagrado, pleno de vida e beleza. A grandiosidade do que está desenrolar-se então torna-se tangível para todos os presentes. Quanto mais as pessoas presentes tiverem experimentado “a morte em vida”, mais serão tomadas de admiração e reverência pela transição que estão testemunhando.

Em todas as transições disponíveis na criação, desde nascimento físico e morte até momentos de intenso desapego emocional na sua vida, a questão mais importante não é se você vai sobreviver, mas se vai conseguir manter a conexão com a sua Essência Divina. Você consegue ficar em contacto com o plano da Essência, com as suas origens, com o pulsar da Criação? Conectar-se frequentemente com o plano essencial durante a vida é a melhor forma de se preparar para a morte e para o que vem depois. Ao consciencializar-se agora – antes da morte física – que a Essência de quem você é não depende do seu corpo físico actual, nem da identidade que você assume neste mundo, torna-se livre para fazer a transição suavemente, quando o momento chegar.

Imagem: Alice Buis

Mergulhar na Encarnação


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte II)


Junte-se a mim agora, enquanto voltamos ao instante imediatamente anterior ao seu mergulho na sua encarnação actual. Num nível interno, você permitiu-se iniciar esta vida terrena. Foi uma escolha consciente. Talvez se tenha esquecido disso e de vez em quando fique na dúvida se realmente quer estar aqui. Entretanto houve um momento em que disse “sim”. Esta foi uma escolha corajosa. É um acto de grande bravura trocar temporariamente a sua liberdade angélica e o seu sentido de não-limitação pela aventura de se tornar um ser humano, de se tornar mortal. Essa aventura guarda uma promessa que faz com que tudo isto valha a pena. Sinta o “sim” que naquele momento se elevou da sua alma. Lembre-se também de ter sido atraído para a Terra. Sinta como se conectou com a realidade da Terra e sinta o momento em que entrou no embrião que estava dentro do útero da sua mãe. Você pode notar que há um certo peso envolvendo o planeta Terra, algo meio cinzento ou denso.
Existe muito sofrimento na Terra: dor, perda, medo e pensamentos negativos fazem parte da atmosfera colectiva do planeta. E foi isto que você, como alma recém-encarnada, atravessou. A sua luz encontrou o caminho através da escuridão e, ao fazer isso, um inevitável véu de ignorância caiu sobre a sua consciência angélica original. Sinta a tristeza deste acontecimento e, por trás dela, a sua coragem e bravura. Você estava determinado: “Vou fazer isto! Mais uma vez, vou enraizar-me na realidade da Terra para encontrar a minha própria luz, para reconhecê-la, para redescobri-la e para transmiti-la para esse mundo, que está precisando tanto dela.”
Sim, foi um salto para dentro da ignorância. Esquecer-se temporariamente de quem é, não se lembrar do seu estado livre de ser, faz parte da condição humana. Esquece-se de que está seguro e livre independentemente de onde estiver. Ao tornar-se um ser humano, você começa a preparar-se para recuperar aquela sensação natural de liberdade e segurança. Na sua busca, pode ser enlaçado por poderes que parecem oferecer-lhe o que está procurando, mas que na verdade estão a torná-lo dependente de algo que está fora de si. Pode curvar-se perante julgamentos vindos de fora, que lhe dizem como se deve comportar para ser amado. Estas falsas imagens do Lar, estes substitutos, tendem a entristecê-lo e a deprimi-lo. Realmente a descida do Céu para a Terra foi uma viagem dura! Entretanto a morte transporta-o de volta ao plano do amor eterno e da segurança. É na morte que você se entrega a quem você sempre foi. Quando se morre conscientemente, quando se aceita a morte e se entrega a ela, a morte torna-se um acontecimento feliz.

Imagem: Alice Buis

O que Acontece quando se Morre?


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte III)

Antes de morrer, passa-se por um estágio de desapego. É uma fase em que se diz adeus à vida terrena e aos entes queridos. Isto pode ser difícil, mas ao mesmo tempo, oferece a possibilidade de reflectir profundamente sobre quem se é, e o que se aprendeu e realizou na Terra durante a encarnação. Na dor que pode sentir ao deixar os seus entes queridos, torna-se muito mais claro o que o conecta a eles. É um laço de amor que é imortal. Essa ligação é tão poderosa que passa sem esforço pela fronteira da morte. O amor é uma fonte inexaurível, eternamente dando origem a nova vida. Pois uma coisa é certa: quando partem em amor, vocês encontram-se outra vez. Vão encontrar-se uns aos outros de novo, sem esforço, porque o caminho mais curto para o outro é sempre o caminho do coração.
Se você tem entes queridos que já se foram, pode estar certo de que eles estão perto de si, no nível do coração. Sinta a presença deles, pois estão aqui entre nós, saudando-o. Eles sentem-se privilegiados e livres. Estão livres da dúvida que atormenta tantas pessoas na Terra, e anseiam por partilhar consigo o amor e a bondade que estão à sua disposição o tempo todo.
Aqueles que ficam para trás geralmente associam a fase anterior à morte dos seus entes queridos com sentimentos de tristeza e perda. É natural chorar a partida de um ser amado; é natural sentir a sua falta e desejar a sua presença física. Entretanto, encorajamo-lo a tentar sentir que, com a partida deles, abre-se um portal para uma nova dimensão, uma dimensão onde a comunicação é de natureza tão pura, clara e directa, que se eleva acima dos métodos de comunicação usados comummente na Terra. Você pode ter uma comunicação directa com o ser amado depois da morte, de coração para coração. Deste modo, os mal-entendidos que costumavam separar-vos podem ser facilmente esclarecidos, já que vocês passam a comunicar honesta e abertamente um com o outro. A sua mensagem será sempre recebida.
Quando você mesmo tiver morrido, verá as pessoas que estão vivendo na Terra de uma perspectiva diferente. Será mais tolerante e doce, e perceberá que tem um sentido mais ampliado de sabedoria. Mas não ficará totalmente equilibrado de uma hora para a outra, porque existem emoções e sentimentos que leva consigo e que precisam de ser trabalhados. Você não será perfeito nem omnisciente logo que deixar a vida física. E isto realmente não é assim tão mau, pois existe muita coisa a ser experienciada e descoberta deste lado! Entretanto, na maioria dos seres humanos há uma nova perspectiva. A dimensão da eternidade é tangível e isto suaviza respeitosamente a sua visão do que o ocupava e ocupava as pessoas directamente ao seu redor, durante a sua estadia na Terra.

Imagem: Alice Buis

Atravessar as Fronteiras da Morte


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte IV)

Atravessar as fronteiras da morte

Agora, o que acontece consigo, ao atravessar as fronteiras da morte?
Depois de passar pelo estágio da lamentação, o estágio da despedida, começa a sentir a morte chegando mais perto. O foco da sua consciência muda. Tendo-se libertado do mundo exterior, das pessoas e do corpo, a sua consciência volta-se para o seu interior, cada vez mais profundamente. A sua percepção do mundo exterior diminui e isso permite-lhe preparar-se para a jornada interior na qual está prestes a embarcar. Se aceitar conscientemente a morte, experienciará um “estar pronto”, uma prontidão para realmente se desapegar. Para os seus entes queridos, este é o momento de deixá-lo partir, pois você precisa de todas as suas forças para voltar-se para dentro de si mesmo e se preparar.
Morrer não precisa de ser um processo doloroso. O que realmente acontece é de natureza grandiosa e sublime! Morrer é um acontecimento sagrado, no qual a alma se conecta consigo mesma, de uma forma muito íntima. Durante a fase final, a pessoa que está a morrer sente a dimensão terrena – o corpo, os sentidos, as cores e outras sensações físicas – de uma forma neutra. Uma outra dimensão está entrando na sua consciência, com um brilho tão promissor e convidativo, que não é difícil entregar-se e deixar todas as coisas terrenas para trás. Nem mesmo a presença dos seus entes queridos vai impedi-lo de ir-se embora. A energia do Lar – Deus, Céu, ou como quer que queira chamá-lo – é tão irresistivelmente bondosa, confortadora e segura, que se torna fácil deixar ir e devolver o seu corpo cansado e desgastado à Terra.

Uma vez que liberte tudo em paz, a sua alma elevar-se-á do seu corpo de forma suave e fluida. Será amparado pelas forças universais de sabedoria e amor. Se morrer sem resistência, o ambiente ao seu redor será preenchido por uma energia calorosa e amorosa e experimentará uma sensação indefinível de alívio. Neste ponto, você está livre, e tudo se esclarece. Vai lembra-se da omnipresença do Amor, não como um conceito abstracto, mas como uma realidade palpável. Enquanto estava na Terra, você chamava esse tipo de amor de “Deus”, e mantinha uma imagem humana, distorcida, do que Deus “queria” de si. Estava convencido de que existiam algumas exigências desse Deus, exigências que você geralmente não cumpria. Mas aqui nesta dimensão, você lembra-se de qual é a verdadeira vontade de Deus: incorporar-se em si, inspirá-lo, experienciar a criação através de si e finalmente reconhecer-Se na sua face. Deus queria tornar-se humano através de si. O objectivo da evolução do universo é VOCÊ: Deus feito homem!
Deus é a fonte da criação, e você é a Sua realização. Você, que deu forma à luz de Deus, nunca é julgado por ser um humano. Pelo contrário, você é honrado. A ideia de um Deus vingativo é mais uma distorção, o reverso da verdade alimentado pelo medo. Deus reconhece-Se em si, independentemente do que você faz ou deixa de fazer. Quando volta a este lado, você compreende isso outra vez, e uma carga imensa de autojulgamento e sentimentos de inferioridade escorrega dos seus ombros. Você sente a alegria original de viver de novo, seguro nas mãos de Deus.
Logo depois da sua chegada aqui, começará a perceber seres de luz ao seu redor. Haverá guias para ajudá-lo e pessoas que você conheceu e que fizeram a passagem antes de si. Algumas vezes vai surpreender-se com aqueles que encontrará aqui: pessoas que você encontrou apenas rapidamente, mas que tocaram o seu coração profundamente, poderão estar ao lado dos seus amigos de longa data e parentes seus. Todos aqueles com quem você teve uma conexão baseada no amor virão cumprimentá-lo em algum momento. Mais uma vez, ficará muito claro para si que dizer adeus não passa de uma ilusão, que a conexão pelo coração é eterna. Experienciará uma sensação de gratidão e respeito, ao entrar neste plano de amor incondicional e sabedoria.

Imagem: Alice Buis

O Novo Ambiente da Alma


Uma mensagem de Jeshua canalizada por Pamela Kribbe em
Janeiro de 2009 (parte V)

O novo ambiente da alma

Depois que chegar a este lado, haverá uma fase de adaptação, para que se adapte ao seu novo ambiente e lentamente se liberte da sua ligação com a vida terrena. Precisará de se ambientar. Haverá guias para o amparar que são especializados nisso. Ainda terá um corpo, mas ele será mais fluido do que o corpo físico com o qual estava familiarizado. É bem provável que tenha a aparência do seu corpo físico mais recente. Embora haja liberdade para assumir qualquer aparência que se desejar, a maioria das pessoas gosta de dar uma certa continuidade por algum tempo. Você também fica livre para criar as suas próprias condições de habitação, como por exemplo, uma bela casa com um lindo jardim, num ambiente natural de que gostava enquanto estava na Terra. Está tudo bem, se quiser viver as suas fantasias terrenas neste plano, que eu chamo de plano astral. Esta é uma dimensão do reino do ser, que permite muita liberdade criativa, embora ainda lembre e esteja intimamente ligada à dimensão da Terra física.
Algumas pessoas tiveram dificuldade para aceitar a morte na Terra, e sua transição para este lado pode ter sido menos pacífica. Geralmente elas precisam de mais tempo para se adaptar às novas circunstâncias de sua vida. Às vezes demora um pouco até que percebam realmente que morreram. Alguns estiveram doentes durante muito tempo e acham difícil libertar-se dessa sensação. Não conseguem acreditar completamente que estão saudáveis de novo, e muitas vezes é preciso o amparo paciente e gentil de um guia espiritual para ajudá-los a libertarem-se dos velhos corpos. O corpo antigo pode prender-se à alma, simplesmente como uma ideia, uma forma-pensamento. E o mesmo se dá com os hábitos emocionais e padrões de comportamento. Eles podem repetir-se no plano astral, até que a alma descubra a sua liberdade, o seu poder para se libertar e se abrir para algo novo.

Imagem: Alice Buis

O CÁLICE E A ESPADA, de Riane Eisler, da Via Óptima, Porto

O CÁLICE E A ESPADA, de Riane Eisler, da Via Óptima, Porto
Sugiro que dê a este livro absoluta prioridade!

A CHAVE PARA ESCAPAR DO CASTELO DO BARBA AZUL…

A CHAVE PARA ESCAPAR DO CASTELO DO BARBA AZUL…
UM DIA VOCÊ ENCONTRARÁ ESTE LIVRO, E A SUA CONSCIÊNCIA DE MULHER ABRIR-SE-Á PARA UM NOVO E MAGNÍFICO ENTENDIMENTO, UM NOVO E FABULOSO ESPAÇO DE LIBERDADE.

NOVIDADES

Não esquecer que esta rubrica é regularmente actualizada.

Auto-Reverência

“A identificação com os limites expulsa a Auto-Reverência. O Amor ao nosso potencial gera a Auto-Reverência. Só a Auto-Reverência abre os portais dos Mundos Sagrados.”
Pinho

JEAN SHINODA BOLEN

JEAN SHINODA BOLEN
"A DEUSA TORNA O CORPO E A VIDA SAGRADOS, E LIGA-NOS À DIVINDADE QUE PERMEIA TODA A MATÉRIA: O SEU ÓRGÃO SIMBÓLICO É O ÚTERO. CONHECÊMO-LA GNOSTICAMENTE ATRAVÉS DA DIVINA FILHA OU DONZELA DO GRAAL, A PORTADORA DA CONSCIÊNCIA DA DIVINDADE FEMININA, " A MULHER NO CORAÇÃO DAS MULHERES". O SEU ÓRGÃO DE CONHECIMENTO É O CORAÇÃO. TANTO O CORAÇÃO COMO O ÚTERO SÃO VASOS ATRAVÉS DOS QUAIS A VIDA DESPERTA. SÃO AMBOS CÁLICES PARA O SANGUE QUE OS ENCHE E OS ESVAZIA. UM SUSTENTA A VIDA, O OUTRO TRAZ NOVAS VIDAS AO MUNDO."

“A criança e o sábio são os portadores da luz da psique que têm de prevalecer sobre o temor de se parecer ingénuo ou louco – ou ambas as coisas – que talvez seja o que a mente nos aconselha. No nosso íntimo e no mundo, há forças de cinismo que tentam apagar as luzes – para nos fazer deixar desconfiar da intuição, desvalorizar o manancial de sabedoria perene onde, de contrário, a alma vai beber naturalmente, e, por uma questão de medo, escolhemos o poder em vez do amor.” Jean Shinoda Bolen (Travessia ...)

7 de Novembro 2008

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"Procure as bênçãos e vai encontrá-las por todo o lado. Elas vão envolvê-lo." Susan Jeffers

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"Se eu compreendesse o poder das minhas palavras, eu teria muito cuidado com o que digo. Eu falaria constantemente através de afirmações positivas. O Universo diz sempre "sim" a tudo o que eu digo, independentemente daquilo em que eu escolha acreditar. Se eu escolher acreditar que não sou grande coisa, que a minha vida nunca será boa e que nunca terei aquilo que desejo, o Universo responderá e é exactamente isso que eu terei. No momento em que começar a mudar, no momento em que eu quiser trazer o bem à minha vida, o Universo responderá da mesma moeda." Louise Hay in "Sabedoria Interior"